Tag "tratamento superficial"

Tags: , , , , , , , , , ,

Comportamento de Trechos Executados com SAFL


A observação do comportamento dos pavimentos rodoviários com base de SAFL, construídos no Estado de São Paulo, mostrou que essa solução superou, em muito, as expectativas. Os primeiros trechos pavimentados em estradas, projetados para vida útil de 3 anos, apresentaram, após 6 anos de utilização, comportamento altamente satisfatório, sem terem sofrido recapeamento ou recuperação maior. Há trechos, inicialmente projetados como proteção à terraplenagem (entre eles, Cambaratiba-Borborema, Ibitinga-Itápolis e Itajobi-Novo Horizonte) e construídos em 1974/75, que até meados da década de oitenta funcionaram como estradas efetivamente pavimentadas, sem apresentarem grandes problemas. Na realidade, ocorreram defeitos inerentes ao tipo de revestimento adotado (tratamento superficial delgado); entretanto, são percentualmente pequenos, considerando-se a extensão total executada. Aqueles trechos, com esbeltos recapeamentos executados posteriormente, ainda continuam em serviço. Tendo em vista o excelente comportamento apresentado nos trechos experimentais, a base de SAFL começou a ser empregada como parte integrante da estrutura de pavimentos econômicos, em substituição às bases convencionais, geralmente constituídas de material britado, pedregulho ou solo cimento. Desde então, pavimentos com esse tipo de base vêm sendo utilizados em vias urbanas, em pistas de aeródromos e em pátios de estacionamento. Dentre os trechos pioneiros de vias urbanas citam-se os construídos 24 Pavimentos Econômicos em Araraquara, Barretos, Descalvado, Presidente Prudente, São Carlos e, de pista de aeródromo, o da Base Aérea de Pirassununga, do Ministério da Aeronáutica, todos no Estado de São Paulo. Os pavimentos têm atendido, perfeitamente, aos objetivos propostos, além de serem econômicos por utilizarem, em suas bases, materiais locais de baixo custo e revestimentos esbeltos de tratamentos superficiais.   Conteúdo Extraído do livro Pavimentos Econômicos – Tecnologia do Uso de Solos Finos Lateríticos, publicado pela editora Arte e Ciência de autoria dos Doutores e Professores Douglas Fadul Villibor e Job Shuji Nogami

Postado em Pavimentação, Publicações Técnicas e ArtigosComentários (0)

Tags: , , , , , , , ,

Pode se Imprimar as Bases de SAFL, ALA e SLAD com Emulsão Asfáltica?


A imprimação deverá ser efetuada, obrigatoriamente, com a utilização de asfalto diluído tipo CM-30 e CM-70. Vide 14ª Questão.
Entre os insucessos resultantes do uso da imprimação com Emulsão Asfáltica, ressalta-se o ocorrido, por exemplo, em uma cidade do Estado de São Paulo onde, após a execução, bases de SAFL foram imprimadas com aquele tipo de ligante. Na ocasião, substituiu-se a imprimação com CM-30, recomendada em projeto, pela Emulsão Asfáltica RR-1C.
Após a imprimação, foi executada a camada de revestimento com tratamento superficial, antes do período das chuvas. Inicialmente observou-se ocorrência de pequenos defeitos, como o descolamento do revestimento.
A seguir, entretanto, no primeiro período chuvoso de uso do pavimento, toda a camada de rolamento se “desprendeu” da base.
Após o ocorrido, foi adotada a correção: retirar a camada de revestimento existente, dar novo acabamento na base, imprimar com CM-30 e executar, novamente, toda a camada de revestimento betuminoso.

Postado em Pavimentação, Perguntas e RespostasComentários (0)

Tags: , , , ,

Quais as Normas para Execução das Camadas de Revestimento sobre Bases de SAFL, ALA e SLAD e quando se usa a Camada de Proteção?


Sugere-se que a execução seja como preconizado pelo DER-SP, em seu “Manual de Normas de Pavimentação” (1991), ou seja:

  • Tratamento superficial: Seção 3.12.
  • Camada de CBUQ (atual CAUQ): Seção 3.13.

A camada de proteção consiste na aplicação, sobre a imprimadura de uma base de SAFL ou ALA, de um tratamento superficial simples invertido (Seção 3.12), antes da execução da camada final do revestimento do pavimento.

Dois casos podem ser considerados, a saber:
 

1º Caso – Revestimento de Tratamento Superficial:

  • Os solos dos tipos I e II, da Classificação Geotécnica MCT, conduzem a bases coesivas; os dos tipos III e IV conduzem a bases pouco coesivas, podendo resultar, mesmo após a imprimadura, em uma superfície muito frágil. Quando isso acontece, o agregado da primeira camada do revestimento rompe a superfície da base, logo durante a sua rolagem; consequentemente, o revestimento se solta e o agregado penetra base adentro, deixando livre o betume e provocando exsudação.
  • Outra situação, em que a camada considerada é necessária, ocorre quando o tráfego excede alguns limites. A experiência atual mostra que, para um tráfego com Nt > 5×106 solicitações do eixo padrão, ocorre a penetração do agregado na base, quando não existe a camada de proteção, cuja execução, tem-se mostrado muito eficaz para evitar tal penetração.

2º Caso – Revestimento Usinado Tipo CAUQ ou PMQ:
 

  • Neste tipo de revestimento pode ocorrer seu escorregamento sobre a base, devido aos esforços horizontais do tráfego e à fraca ligação entre ambos. Para os solos dos tipos III e IV recomenda-se o uso da camada anticravamento, para prevenir esse tipo de defeito.
  • O sucesso dessa técnica está ilustrado nas figuras A.11 (rodovia), A.12 (via urbana) e A.13 (aeródromo), cujos avimentos, com mais de 20 anos de uso, foram construidos com bases e SAFL, camada anticravamento de tratamento superficial imples e posterior recobrimento de CAUQ. Em vários trechos e rodovias, onde se previa Nt > 5×106 olicitações, em vias urbanas e aeródromos, o uso desta técnica resultou em pavimentos
    com comportamento excelente.

Figura A.11 Araraquara a G. Peixoto – SP.                            Figura A.12 Viar urbana em Araraquara – SP.

 

 

 

 

 

 

Figura A.13 Aeródromo em São Carlos – SP.

Postado em Pavimentação, Perguntas e RespostasComentários (0)

Tags: , , , ,

Qual o Período de Vida da Base e o do seu Revestimentos de tratamento Superficial, em Pavimentos Econômicos?


Até o presente pode-se afirmar, com segurança, que este tipo de base tem um período de vida superior a 30 anos e que a durabilidade da camada de revestimento betuminoso, constituído de tratamento superficial, pode ser estimada em 8 anos para os tratamentos duplos e em 10 para os triplos, quando bem executados.

Para maiores esclarecimentos, recomenda-se a leitura do livro "Pavimentos Econômicos".

Acesse o link:

www.portaldetecnologia.com.br/destaques/pavimentos-economicos-tecnologia-do-uso-dos-solos-finos-lateriticos/

Postado em Pavimentação, Perguntas e RespostasComentários (0)

  • +Lidos
  • Últimos
  • +Comentados
  • Tags
  • Assine