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Considerações Sobre Pavimentos Urbanos e Propostas de Pavimentos Alternativos


CONSIDERAÇÕES SOBRE PAVIMENTOS URBANOS E PROPOSTAS DE PAVIMENTOS ALTERNATIVOS

23ª REUNIÃO ANUAL DE PAVIMENTAÇÃO

FLORIANÓPOLIS – SC – OUTUBRO DE 1988

 

Autores:

Douglas Fadul Villibor

Job Shuji Nogami

Manoel Henrique Alba Sória

 

De uma maneira geral é grande, hoje, o déficit de pavimentos urbanos. Abrange desde vias principais de cidades de grande porte até vias de circulação de distritos e conjuntos habitacionais, e situam-se em áreas de ocorrência de solos muito diversas.

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Nova Metodologia (MCT) de Estudos Geotécnicos e Suas Aplicações em Rodovias Vicinais


NOVA METODOLOGIA (MCT) DE ESTUDOS GEOTÉCNICOS E SUAS APLICAÇÕES

EM RODOVIAS VICINAIS

 

Job Shuji Nogami

Douglas Fadul Villibor

 

Prevalece entre nós o uso de métodos de estudos de solos para rodovias, inclusive vicinais, de orientação tradicional, desenvolvidos em países de climas frios e temperados

Esses métodos, adotados oficialmente por quase todos os órgãos rodoviários nacionais, baseiam-se na determinação dos índices classificatórios de solos (limite de liquidez, índice de plasticidade, granulometria por peneiração). Geralmente, essa determinação é completada pela obtenção das características de compactação (Proctor) e de suporte (ISC ou CBR e expansão) dos solos.

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Diferenças de Propriedades de Interesse a Pavimentação, entre solos Lateríticos e Saprolíticos Compactados


Differences of Properties, of Interest to Paving, Between Compacted Lateritic and Saprolitic Soils

VIº Congresso Panamericano de Mecância dos Solos e Engenharia de Cimentação

Lima, Peru – 1979

Villibor, D.F., Nogami, J.S.

RESUMO:

São apresentadis e discutidos os resultados de ensaios de solos compactados, de vários grupos da classificação HRB-AASHO, pertencentes aos tipos lateríticos e saprolítico. Os ensaios efetuados em corpos de prova de dimensões reduzidas (5 cm de diâmetro) forneceram resultados possíveis de substituir vantajosamente aqueles obtidos por métodos tradicionais.

SYNOPSIS:

The test results of soils of many groups of HRB-AASHO classification, belonging to lateritic type and to saprolitic  type are presented and discussed. The tests carried out in small size specimens (5 cm diameter) provided results which may substitute advantageously those obtained by tradicional methods.

Em breve trabalho disponível para download!

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Tecnologia para Pavimentos de Baixo Custo

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Tecnologia para Pavimentos de Baixo Custo


"Pavimentos de Baixo Custo para Vias Urbanas – Bases Alternativas com Solos Lateríticos" Este é o título do livro lançado em setembro/07, durante a 14ª Reunião de Pavimentação Urbana, realizada pela Associação Brasileira de Pavimentação – ABPV, em Ribeirão Preto (SP). O assunto vem sendo abordado em vários trabalhos técnicos – especialmente na 10ª reunião de ABPv, acontecida em Uberlândia, em 2000 – dos autores, engenheiros que já há muitos anos trabalham com tecnologia de solos tropicais e se empenham na divulgação desta revolucionária metodologia de pavimentação, genuinamente brasileira. Patrocinado pela LENC Engenharia, ABPv, Caixa Econômica Federal e Instituição Moura Lacerda, de Ribeirão Preto, o livro foi apresentado durante uma palestra proferida pelo engenheiro Douglas Villibor, autor do trabalho, junto com Job Shuji Nogami, José Roberto Cincerre, Paulo Roberto Serra que discorreu sobre as técnicas construtivas apresentadas no livro) e Alexandre Zuppolini Neto. Apoiado numa longa e fecunda carreira profi ssional ligada a pesquisas e trabalhos sobre pavimentos, o grupo de autores conta principalmente com a experiência de Villibor, um dos maiores pesquisadores e  especialistas brasileiros em desenvolvimento de metodologias para pavimentos de baixo custo, classifi cação de solos tropicais e gestão de estruturas rodoviárias. Doutor em Transportes (Estradas e Aeroportos) pela Escola de Engenharia de São Carlos EESC- USP, onde foi professor, Villibor é autor de mais de 100 trabalhos publicados no Brasil e no exterior e responsável, junto com Nogami, professor da Escola Politécnica da USP, pelo desenvolvimento de metodologias de uso de solos tropicais. Mais barato e mais adequado O livro é uma exposição detalhada da tecnologia do uso de pavimentos de baixo custo com a utilização de solos lateríticos, um tipo de solo encontrado em larga escala no Brasil e, segundo pesquisas, mais adaptável às nossas condições climáticas e de custo muito inferior à tecnologia normalmente utilizada para pavimentação. Para o desenvolvimento e a aplicação desta tecnologia, os autores propõem a aplicação da Metodologia MCT (Miniatura Compactada Tropical), que abrange desde os estudos geotécnicos até a execução e o controle das camadas de pavimentação. Além disso, apresentam várias questões em forma de perguntas e respostas, apoiados em mais de 25 anos de experiência, para esclarecer todas as dúvidas possíveis sobre o assunto.

Enfocando a importância da utilização de uma tecnologia nacional, específi ca para solos tropicais, o objetivo principal do trabalho é difundir de forma clara e simplifi cada a Metodologia MCT. Desenvolvida nos anos 70 por Villibor e Nogami, e já utilizada em mais de 50 cidades paulistas e de outros estados, como Bahia, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e Acre, a metodologia ainda encontra resistência quanto à sua utilização, por quebrar um sólido paradigma – a utilização tradicional de know-how norte-americano uma tecnologia, segundo Villibor, mais dispendiosa e muitas vezes inadequada às condições climáticas e geológicas brasileiras. Em suas 170 páginas, fartamente ilustradas por fotos, gráfi cos e estudos de casos, o livro ressalta a necessidade de se utilizar a nova tecnologia, apontando índices preocupantes em relação ao défi cit de pavimentos urbanos no Brasil. A cidade São Paulo, por exemplo, tem um défi cit de aproximadamente 20 milhões de metros quadrados de ruas pavimentadas. Outro exemplo, o município de Guarulhos: mesmo já tendo uma rede pavimentada de 2,7 milhões de m2, precisa executar, pelo menos, mais 30% de pavimento, ou 800 mil m2. Como explica Villibor, a grande importância desta alternativa está no seu custo “substancialmente mais barato”. Enquanto a abordagem tradicional de pavimentação funciona em vias de maior tráfego, nas ruas de menor movimento, como em conjuntos habitacionais, pequenas comunidades e bairros periféricos, a pavimentação tradicional acaba se tornando inviável por seu alto custo. Nestes casos, o emprego da tecnologia de solos lateríticos na pavimentação urbana é o mais indicado, não só por apresentar um custo muito mais baixo, mas também por utilizar um material abundante no território brasileiro. De acordo com o engenheiro, portanto, o desenvolvimento de pavimentos regionalizados e com tecnologia nacional acaba sendo extremamente importante devido à grande extensão territorial do Brasil, aos diferentes tipos de solos encontrados aqui, às condições climáticas típicas de ambientes tropicais, ao grande déficit de pavimentos a serem implantados e, principalmente, à falta de recursos financeiros. Engenharia de evidência Villibor explica que o emprego da tecnologia de pavimentos alternativos em municípios de pequeno e médio porte praticamente não se generalizou nas últimas décadas pelo fato de muitas prefeituras não disporem de engenheiros que conheçam as técnicas não convencionais, pouco difundidas em âmbito nacional, inclusive nas escolas de engenharia. “É fundamental que as escolas implantem cadeiras ligadas a novas tecnologias”, diz ele. “As faculdades de engenharia adotam conceitos baseados principalmente em normas de organismos rodoviários norte-americanos”. A falta de condições de adaptação tecnológica e o temor de adotar uma metodologia cujo desempenho ainda não é garantido por normas e recomendações internacionais, leva a maioria das prefeituras a trabalhar com técnicas construtivas importadas. Contrapondo-se a este comportamento, Villibor acredita no que chama de “engenharia de evidência”, ou seja, baseada na observação de resultados. “Temos que dar o direito ao engenheiro de testar novas soluções. Isso é pesquisa e faz com que as coisas evoluam e gerem novas tecnologias de grande alcance social”. Exemplo desta ousadia, segundo ele, foi dado pela Secretaria Municipal de Infra-Estrutura de Ribeirão Preto, a primeira cidade brasileira a adotar oficialmente a metodologia MCT, em 1994. Sem conter o entusiasmo que costuma caracterizar suas explanações sobre o assunto, Villibor é definitivo quanto à importância de testar novos materiais e apostar em sua efi ciência. “Obrigatoriamente, os solos tropicais têm que ter uma tecnologia adequada”, pontifica. “E isso não signifi ca importar soluções pura e simplesmente . É preciso ter coragem de quebrar paradigmas e acreditar em nossas tecnologias. São elas, entre outras economicas e sociais, que vão determinar o fazer ou o não fazer, ou seja, vão contribuir para o maior desenvolvimento social do país”.

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Onde ocorrem os SAFL no Brasil?


Estimativas iniciais, baseadas em considerações geológicas e pedológicas, previam a ocorrência de jazidas de SAFL em cerca de 60 % do território ocupado pelo Estado de São Paulo. Posteriormente, dados obtidos sobre a distribuição efetiva das jazidas de SAFL confirmaram aquela porcentagem.

Também, pelo exame de mapas geológicos e pedológicos disponíveis, foi possível prever a potencialidade da ocorrência de SAFL, em áreas fora do Estado de São Paulo, tais como nos Estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Bahia, entre outros.

A figura A.4 ilustra áreas de solos lateríticos arenosos (LA e LA’) e argilosos (LG’), perfazendo 65% do território brasileiro. Nessas áreas ocorrem jazidas promissoras de solos para execução de bases de SAFL, tanto in natura, como artificial com material obtido por mistura. Dois tipos de misturas podem ser efetuadas para a utilização desses materiais como base de pavimentos, ou seja: em caso de ocorrência de solos argilosos lateríticos (LG’) nas proximidades da obra, estes devem ser corrigidos com a adição de areia laterítica quartzosa e/ou areia lavada de rio; se houver ocorrência de areia laterítica (LA), a ela deverá ser adicionado solo argiloso laterítico.

Ainda, mesmo nas áreas em amarelo, ocorrem pequenas áreas de solo laterítico.

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