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Peculiaridades sobre o Comportamento de Pavimentos com Base de ALA


As peculiaridades observadas no comportamento dos pavimentos com bases de misturas do tipo ALA são similares às verificadas nos pavimentos com base de solo arenoso fino laterítico SAFL. As considerações sobre os defeitos provenientes de deficiências da técnica construtiva da camada de base constituída por argila laterítica com areia (ALA), são similares às das bases de SAFL. As misturas de solo agregado são consideradas de granulação grossa, ou seja, apresentam elevada porcentagem de grãos retidos na peneira de abertura de 2,00 mm. Seus finos, fração que passa na peneira de 2,00 mm, devem apresentar comportamento laterítico, segundo a classificação MCT. Os agregados podem ser artificiais (pedra britada ou escória de alto forno) ou naturais (pedregulho de cava, lateritas concrecionadas e/ou quartzitos com baixa porcentagem de material passando na peneira de abertura de 0,075 mm). Quanto à sua graduação, as misturas podem apresentar uma granulometria contínua ou descontínua. Normalmente utiliza-se mistura de solo agregado de granulometria descontínua (menor porcentagem de brita), por motivos econômicos. Deve-se sempre optar por misturas de solos e agregados naturais de granulometria contínua, quando a jazida se encontra próxima à obra e o custo do material não for elevado, pelos seguintes motivos: – Melhor aderência da camada de rolamento à base executada com misturas de solo agregado. – Facilidade de execução. – Fácil obtenção de uma elevada capacidade de suporte, mesmo quando a mistura é compactada na energia intermediária. No entanto, misturas de solo agregado de granulometria descontínua também têm sido utilizadas com sucesso, porém quando compactadas na energia modificada. O comportamento das misturas de solo agregado está, sem dúvida, relacionado com a alta qualidade de seus finos de comportamento laterítico e com a baixa umidade de equilíbrio de trabalho dessas bases, geralmente da ordem de 80% da umidade ótima. Isso conduz, nos trópicos, a bases de elevada capacidade de suporte real e baixa permeabilidade, principalmente para misturas de solo agregado de granulometria descontínua. Portanto, a teoria proposta para o estudo de bases de granulometria descontínua é consubstanciada no estudo detalhado de seus finos, com a Metodologia MCT, e das características dos agregados. O ângulo de atrito destas misturas é garantido pelos agregados; a coesão, pelos finos lateríticos. A teoria clássica das misturas de granulometria contínua é baseada na distribuição de esforços pelo contato grão a grão (atrito) e baixa coesão, devido à pequena presença de finos. Essas misturas apresentam elevada permeabilidade e capacidade de suporte, porém com custos superiores quando comparadas com as de granulometria descontínua. figura18 Quando a mistura tem em sua constituição solos lateríticos situados nas áreas III e IV da figura acima, a base terá um comportamento notadamente granular não coesivo, cuja resistência após compactada, deve-se sobretudo ao ângulo de atrito interno entre as partículas. Já no caso de o solo laterítico situar-se nas áreas I e II e a sua direita, a base terá comportamento de um material granular coesivo, cuja resistência deve-se, tanto ao atrito interno, quanto à coesão de suas partículas. As bases executadas com as misturas acima têm as seguintes características: Misturas Granulares Pouco ou Não Coesivas significam bases com pequena susceptibilidade à segregação do solo e da brita no processo de execução, nenhuma contração por secagem ao ar, permeabilidade elevada, perda de umidade quando da compactação excessiva e baixa coesão. Além do mencionado, apresentam elevada penetração da imprimadura impermeabilizante na camada superficial da base. Misturas Coesivas são bases com elevada susceptibilidade à segregação do solo e da brita no processo de execução. Podem apresentar contração por secagem ao ar, baixa permeabilidade, pequena perda de umidade na compactação e elevada coesão, facilitando sua aderência à camada de rolamento. Apresentam, ainda, excelente capacidade de receber compactação alcançando com facilidade o grau de compactação de 95% do Proctor Modificado. Fonte/ livro: “Pavimentos de Baixo Custo para Vias Urbanas” – Bases Alternativas com Solos Lateríticos (Douglas F. Villibor e outros)

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