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Deterioração Estrutural de Bases de Solo – Cimento e Granulares


36.a REUNIÃO ANUAL DE PAVIMENTAÇÃO – 36.ª RAPv
CURITIBA/PR – BRASIL – 24 a 26 de agosto de 2005
DETERIORAÇÃO ESTRUTURAL DE BASES DE SOLO-CIMENTO E GRANULARES

Douglas Fadul Villibor; Rita Moura Fortes; Fábio Quintela Fortes & Cláudio Nogueira Junior

Resumo

As bases de solo-cimento e granulares não coesivas apresentam peculiaridades, de comportamento estrutural e conseqüentemente de deterioração do pavimento, distintas entre elas em função da constituição dos materiais envolvidos. No estado de São Paulo há uma grande experiência acumulada tanto na implantação desses tipos de base como na sua recuperação. Em especial a deterioração das bases de solo cimento geralmente levam a pavimentos com elevado nível de trincamento o que gera uma grande discussão nos meios técnicos quanto à solução mais adequada para a sua recuperação. Isto vem ocorrendo em função das diretrizes estabelecidas pelos órgãos rodoviários nacionais. Um exemplo recente ocorreu na recuperação de pavimentos com base de solo cimento do programa do BID/DER-SP, em que se fossem adotadas as normas oficiais muitos trechos da rede existente teriam que ser totalmente reconstruídos, com custo elevado. Com base na experiência adquirida ao longo de 30 anos do DER-SP, uma solução rotineira foi adotada e a estrutura do pavimento existente, mesmo que apresentando trincamento significativo, foi aproveitada resultando em uma solução muito mais econômica. Para a recuperação das bases granulares há um maior consenso entre os técnicos e os procedimentos estabelecidos nas normas vigentes.
Com o objetivo de analisar o processo de deterioração estrutural dessas bases, ainda pouco difundido no meio técnico, este trabalho apresenta as diferenças de comportamento e os fenômenos de deterioração desses pavimentos, além de uma breve diretriz quanto à recuperação das bases de solo cimento.
PALAVRAS-CHAVE:
BASE DE SOLO AGREGADO; BASE DE SOLO CIMENTO; PECULIARIDADES DO COMPORTAMENTO ESTRUTURAL; FENÔMENO DA DETERIORAÇÃO.
ABSTRACT
The pavements with Cement-soil and granulate not cohesive bases present peculiarities, of structural behavior and consequently of deterioration, distinct between them as a function of the constitution of the involved materials. In the state of São Paulo there is a wide accumulated experience in the implantation of these types of base and in its recovery as well. In special the deterioration of the soil-cement bases generally takes the pavement with high level of cracks that generates a great discussion in the technical area about the best adjusted solution for its recovery. It has been occurring in function of the lines of direction established for the national road agencies. A recent example occurred in a pavement recovery with cement-soil base of the program of the BID/DER-SP, where if the official norms would be applied at existing net, and that total would be reconstructed, at high cost. Based on the acquired experience throughout 30 years of DER-SP, a routine solution was adopted and the structure of the existing pavement, exactly that presenting significant cracks, was used to advantage, resulting in a much more economic solution. For the recovery of the granular bases there is more consensus between the technician and the established procedures in the actual norms. Aiming to analyze the process of structural behavior and deterioration phenomena’s of these bases, still little
disseminated in technician media, this work presents the differences of behavior and the phenomena of deterioration of these pavements, beyond one brief line of direction regarding the recovery of the cement soil base pavement.
KEYWORDS:
SOIL AGGREGATE BASE, SOIL-CEMENT BASES, PECULIARITIES OF STRUCTURAL BEHAVIOR; DETERIORATION´S PHENOMENON.

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Deterioração Estrutural de Bases de Solo Arenoso Laterítico


36.a REUNIÃO ANUAL DE PAVIMENTAÇÃO – 36.ª RAPv
CURITIBA/PR – BRASIL – 24 a 26 de agosto de 2005
DETERIORAÇÃO ESTRUTURAL DE BASES DE SOLO ARENOSO FINO LATERITICO

Douglas Fadul Villibor; Alexandre Zuppolini Neto ; Fábio Quintela Fortes & Cláudio Nogueira Junior

Resumo

As bases de Solo Arenoso Fino Laterítico (SAFL), apresentam peculiaridades de comportamento estrutural e, conseqüentemente, de deterioração do pavimento, que as diferenciam dos demais tipos de base. Isto se deve à coesão natural que atua na base de SAFL ao longo de toda a sua vida útil. Essa propriedade está relacionada, principalmente, ao comportamento laterítico dos finos do solo, ao processo de compactação e ao fenômeno de capilaridade desenvolvido pela estrutura da base. Estas características são muito diferentes da cimentação química que ocorre no caso de solocimento.
As bases de SAFL lembram um arenito natural cimentado por argila, com trincas verticais e horizontais interligadas, formando blocos encaixados entre si e com as camadas inferiores. Esses blocos têm a capacidade de transmitir esforços entre si, trabalhando em conjunto e sem movimentos isolados. Com isso, os fenômenos de fadiga e de bombeamento não têm sido fatores determinantes da deterioração da estrutura da base. Em função dessas características, os SAFL apresentam um comportamento estrutural e de deterioração diferenciado, tanto das bases fortemente coesivas de solo cimento, como das bases granulares não coesivas.
Com o objetivo de analisar o processo de deterioração estrutural da base de SAFL, ainda pouco difundida no meio técnico, este trabalho apresenta as diferenças de comportamento estrutural e os fenômenos de deterioração de pavimentos com bases de SAFL.
PALAVRAS-CHAVE: BASE DE SOLO ARENOSO FINO LATERÍTICO (SAFL); PECULIARIDADES DO COMPORTAMENTO ESTRUTURAL; FENÔMENO DA DETERIORAÇÃO DO SAFL.
ABSTRACT
The pavement bases of Fine Grained Lateritic Soils (SAFL) present peculiarities of structural behavior and, consequently, of pavement deterioration, that differentiate them from the other types of bases. It is due to the natural cohesion that acts in the SAFL´S base throughout its useful life. This property is, mainly, related to the lateritic behavior of the fine ones of the pavement, to the process of compacting and the phenomenon of capillarity developed by the base structure. These characteristics are very different of the chemical face-hardenings which occurs in the case of cement soil base.
The bases of SAFL are natural sandstone cemented by clay look-alike, with vertical and horizontal linked cracks, forming on encased blocks among themselves and the inferior layers. These blocks have the capacity for transmit efforts among themselves, working together and without any isolated moves. In function of that, the pumping and fatigue phenomena have not been seen as determinant factors of the deterioration of the base´s structure. Based on these characteristics, the SAFL presents a structural and differentiated deterioration behavior, as much of the strong cohesive bases of cement soil, as of the bases to granulate not cohesive.
Aiming to analyze the process of structural behavior and deterioration phenomena’s of the SAFL bases, still little disseminated in technician media, this work presents the differences of behavior and the phenomena of deterioration of pavement with SAFL bases.
KEYWORDS: FINE GRAINED LATERITIC SOILS (SAFL); PECULIARITIES OF STRUCTURAL BEHAVIOUR; DETERIORATION´S PHENOMENON OF THE SAFL.

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Estado Atual da Metodologia MCT de Estudo Geotécnico de Solos


ESTADO ATUAL DA METODOLOGIA MCT DE ESTUDO

GEOTÉCNICO DE SOLOS

 

SIMPÓSIO SOBRE NOVOS CONCEITOS EM ENSAIOS

DE CAMPO E LABORATÓRIO EM GEOTECNIA

RIO DE JANEIRO, MAIO DE 1988

 

J.S. Nogami

D.F.Villibor

 

RESUMO

Após uma introdução seguida de histórico, fundamentos e ensaios da metodologia MCT, apresentam-se as suas principais aplicações práticas em rodovias e em pavimentação. Essas aplicações compreendem sobretudo o uso da classificação geotécnica de solos tropicais e os usos para estudos de solos de bases em pavimentos, subleito de pavimentos, aterros e bordas dos pavimentos.

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Utilização de Solos Argilosos Lateríticos em Pavimentos Econômicos Urbanos – Segmento Experimental de Arararas – SP


UTILIZAÇÃO DE SOLOS ARGILOSOS LATERÍTICOS EM PAVIMENTOS ECONÔMICOS URBANOS – SEGMENTO EXPERIMENTAL DE ARARAS

6º CBGE / IX COBRAMSEF

SERRA, Paulo R.M

BERNUCCI, Liedi L.B

 

RESUMO

Este trabalho tem como principais objetivos:

1)      Descrever e discutir uma aplicação recente de solos argilosos lateriticos como base de pavimentos em via urbana no municipio de araras. S.P

2)       Ressaltar a importância econômica da utilização destes materiais em pavimentos urbanos submetidos a baixo e médio volume de tráfego.

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Índice de Publicações Técnicas em Pavimentação


ÍNDICE DAS PUBLICAÇÕES TÉCNICAS 

CONFIRA!!

A Evolução das normas de pavimentação da Prefeitura do Município de São Paulo

INTELLIPave, uma abordagem baseada na inteligência artificial para a modelagem de pavimentos asfálticos

Utilização de Borracha Reciclada de Pneus em Misturas Asfálticas. 

A importância da qualidade em laboratórios de ensaios que efetuam o controle tecnológico em obras rodoviárias.

Análise Laboratorial de Concreto Betuminoso Usinado a Quente Modificado com adição de Borracha Reciclada de Pneus – Processo Seco

A importância dos solos tropicais em pavimentação.

A new simple method for classification of lateritic and saprolitic soils.

A performance study of different curing materials applied to soil Portland cement bases course cure.

A técnica construtiva das bases de solo arenoso fino lateritico.

A técnica construtiva de bases de solo arenoso.

Ampliação do uso da metodologia MCT no estudo de solos tropicais para pavimentação.

Aplicações Práticas da Metodologia MCT.

Aspectos da conservação de pavimentos de baixo custo com uso de solos tropicais.

Aspectos fundamentais para uso adequado de SAFL em bases de pavimentos de baixo custo.

Aspectos técnicos de um plano gerencial de recuperação de pavimentos de baixo custo com solos tropicais.

Assessment of the first five years of the inter-laboratory tropicals soils program in Brazil.

Avaliação de cinco anos de programa interlaboratorial de misturas asfalticas desenvolvidos no Brasil.

Avaliação do comportamento mecânico de um solo arenoso fino do norte de minas gerais para emprego em vias de baixo

volume de tráfego.

Bases de Argila Laterítica.

Bases de Misturas de Solo Argiloso Laterítico e Areia (ALA).

Camada Betuminosa Pré-Misturada de Bloqueio: “Pé-de-Moleque” (PM).

Características e desempenho de segmentos com base de argila lateritica.

Caracterização e classificação gerais de solos para pavimentação: limitações do método tradicional, apresentação de uma nova sistemática.

Comparação da incerteza de medição entre ensaios CBR e Mini CBR.

Comportamento de dois trechos experimentais com base de solo cimento construído pelo DER-SP.

Comportamento de Trechos Executados com SAFL.

Concreto de Alto Desempenho para Pavimentos.

Condicionamentos em Projeto de Pavimentação Asfáltica: Estudo de Caso.

Conservação de rodovias de baixo custo.

Considerações sobre misturas de solo-agregado.

Considerações sobre pavimentos urbanos e propostas de pavimentos alternativos.

Considerações sobre solos tropicais e conceito de pavimentos de baixo custo.

Contração de Solos Arenosos Finos Lateríticos : Simplificações para Escolha desses Solos para Base de Pavimentos de Baixo Custo.

Controle da qualidade em pavimentação asfaltica.

Controle tecnológico das bases de solo arenoso fino lateritico.

Controle tecnológico e controle de qualidade – um alerta sobre sua importância.

Critério para escolha de mistura descontinuas de solo-lateritico – Brita para bases de pavimentos.

Defeitos de pavimentos de baixo custo e sua conservação.

Deterioração estrutural  de bases de solo arenoso lateritico.

Deterioração Estrutural de Bases de Solo – Cimento e Granulares.

Diferenças de Propriedades de Interesse a Pavimentação, entre solos Lateríticos e Saprolíticos Compactados.

Dosagem de solo-agregado tropicais, de granulação grossa, para bases de pavimentos.

Especificações do Solo Laterítico Agregado (SLAD) para Bases de Pavimentos.

Especificações dos SAFL para Bases de Pavimentos.

Estabilização granulométrica ou mecânica.

Estudo dos fatores que afetam a transferência de carga em juntas de pavimentos de concreto simples.

Identificação de Defeitos e Soluções de Recuperação de Rodovias vicinais de São Paulo.

Impacto da tecnologia local para pavimentação.

Imprimadura asfáltica em bases de solo arenoso fino lateritico.

Imprimaduras Asfálticas.

Instrução de implantação de pavimentos em vias urbanas com blocos pré-moldados de concreto.

Interpretação da forma das curvas de deformabilidade da metodologia MCT.

Manutenção de rodovias vicinais.

Método das pastilhas para identificação expedita de solos tropicais.

Nova metodologia MCT de estudos geotécnicos e suas aplicações em rodovias vicinais.

Novo critério para escolha de solos arenosos finos para bases de pavimentos.

Os solos tropicais lateriticos saproliticos e a pavimentação.

Pavimentação com Solos Lateríticos

Pavimentação urbana de baixo custo com base de argila lateritica.

Pavimentação urbana no estado de são Paulo – Novas considerações.

Pavimentação urbana: histórico e aspectos do seu desenvolvimento.

Pavimentação Econômica com Solos Finos

Pavimentos de baixo custo: considerações sobre seus defeitos e propostas de conservação e recuperação.

Pavimentos experimentais para tráfego muito leve na região da grande São Paulo.

Peculiaridades do comportamento do pavimento.

Peculiaridades dos solos lateriticos nas pavimentações de baixo volume de tráfego.

Peculiaridades sobre o Comportamento de Pavimentos com Base de ALA.

Plano de gestão de manutenção com propostas de rejuvenescimento asfáltico para pavimentos urbanos da cidade de São Paulo.

Plano de Gestão de Manutenção reduz custos.

Procedimento de dimensionamento de pavimentos flexíveis para vias urbanas de trafego muito leve.

Programa de recuperação de rodovias vicinais do estado de São Paulo.

Proposta de um Plano de Gestão de Manutenção Viária para a Cidade de São Paulo

Proteção a erosão em pavimentos de baixo custo.

Recommendations for the cure of soil-cement bases course – the performance of different curing materials.

Revestimentos Betuminosos.

Serviços de manutenção de pavimentos urbanos com rejuvenescimento asfáltico na cidade de São Paulo.

Técnica construtiva das bases de solo arenoso fino lateritico.

Técnica construtiva dos pavimentos econômicos: importância da imprimação asfaltica sobre solos arenosos finos.

Tecnologia do uso de solos lateriticos em pavimentos urbanos.

Use of Lateritic Fine-Grained Soils in Road Pavement Base Courses

Utilização de Solo Arenoso Fino na Execução de Bases para Pavimento de Baixo Custo

Utilização de Solos Finos Estabilizados na Execução de Bases.

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Pavimentação Urbana: Histórico e Aspectos do seu Desenvolvimento


PAVIMENTAÇÃO URBANA: HISTÓRICO E ASPECTOS DO SEU DESENVOLVIMENTO

O emprego da tecnologia de pavimentos alternativos em municípios de pequeno e médio porte, praticamente não se generalizou nas últimas décadas pelo fato de muitas das prefeituras não disporem de serviços de engenharia eficientes e das técnicas não convencionais serem pouco difundidas em âmbito nacional. A preferência pelo uso de procedimentos para a escolha de materiais e de dimensionamento de pavimentos baseados em experiências internacionais é grande no Brasil, visto que as escolas de engenharia adotam, em seus cursos, conceitos baseados principalmente em normas de organismos rodoviários norte-americanos. De maneira geral, as prefeituras vêm sempre executando pavimentos de um determinado tipo, com determinada técnica construtiva, demonstrando grande resistência à inovações, principalmente por falta de condições de adaptação tecnológica. Além dessa resistência à inovação, algumas prefeituras têm contratos previamente feitos com fornecedores de pedra britada e oferecem, conseqüentemente, resistência ao uso de outros materiais para a execução de bases. Nos municípios de pequeno e médio porte, normalmente, os pavimentos são construídos por pequenas empresas que têm poucas condições de adaptação à inovações tecnológicas em termos de processo construtivo e executam os pavimentos segundo sua experiência. Uma prática corrente consiste em jogar pedra britada sobre o subleito, rolar e completar o pavimento com pedra e asfalto. Já outras prefeituras com tecnologia mais apurada, constroem compactando o subleito, aplicando uma camada de pedra, uma bica corrida, ou macadame seco, e macadame betuminoso para travamento da superfície. Verifica-se que a qualidade dos serviços fica restrita ao maior ou menor cuidado quanto à escolha dos materiais, ao processo executivo e às condições de recebimento e controle dos serviços que normalmente são efetuados por profissionais que, em geral, não são engenheiros. Em muitos casos, a qualidade dos serviços fica restrita à experiência e ao zelo do encarregado da obra na condução dos serviços. Em centros urbanos maiores, o controle tecnológico das obras é mais eficiente; porém, não se utilizam adequadamente, recursos naturais disponíveis, tais como solos lateríticos para camadas de pavimentos. Este fato pode estar associado à comodidade do uso de materiais pétreos, em função de alguns interesses econômicos. O emprego de materiais pétreos é, entretanto, uma solução onerosa para vias urbanas de tráfego muito leve ou leve. Além do mencionado anteriormente, deve-se lembrar que é sempre mais fácil a justificativa do emprego de materiais cujo desempenho é garantido por normas e recomendações internacionais. Outro fato a ser considerado é o medo de reação contrária, por parte dos usuários e moradores, quando do emprego de outros materiais para a execução de pavimentos, porque eles poderiam ter a falsa impressão que os serviços não serão de boa qualidade. As estruturas de pavimentos utilizadas em países de clima frio e temperado, se adotadas para vias urbanas em clima tropical, seriam superdimensionadas em função do menor tráfego atuante, das diferentes condições ambientais e do tipo de solo do subleito. Levando-se em consideração a extensão do território brasileiro, o grande déficit de pavimentos e a pouca disponibilidade de material pétreo em algumas regiões, torna-se imprescindível a utilização de materiais locais. Como solução alternativa foram empregadas, durante algumas décadas, bases de solo-cimento que são de elevado custo, para a realidade econômica brasileira. A falta de recursos financeiros associada à necessidade de implantação rápida e em grande escala de rodovias e pavimentos urbanos, levaram à busca de novas alternativas visando a uma considerável redução nos custos dos pavimentos. O melhor aproveitamento de solos locais em pavimentação aconteceu no Estado de São Paulo nos anos 50, quando foram constatados valores de capacidade de suporte (CBR) extremamente elevados para variedades argilo-arenosas e argilas. Esta observação estimulou o emprego de solos locais para as camadas de reforço, do subleito e sub-base. O comportamento altamente satisfatório destes pavimentos, levou à adoção daqueles materiais para bases de pavimentos, sendo executados gradativamente segmentos experimentais em rodovias e, no final da década de 60, em vias urbanas. Sobre a camada de base executada com solos locais, foram utilizados revestimentos delgados do tipo macadame betuminoso selado, na espessura de 4,0 cm, e tratamentos superficiais, reduzindo consideravelmente os custos de implantação. O desempenho do pavimento em vias urbanas tem sido plenamente satisfatório, apesar de envolver materiais e espessuras considerados inadequados pelos procedimentos tradicionais. No início da década de 70, diante do bom desempenho de bases executadas com solos locais, houve um incremento no emprego da tecnologia de pavimentação de baixo custo, por meio de um programa de estradas vicinais desenvolvido pelo DER/SP. Os solos locais utilizados para bases de pavimentos, muito freqüentes em grande parte do interior do Estado de São Paulo, são solos arenosos lateríticos de granulação fina, denominados Solos Arenosos Finos Lateríticos (SAFL). O programa de estradas vicinais do DER/SP permitiu a observação in situ do desempenho destes pavimentos. Ao longo de alguns anos forneceu dados tecnológicos importantes para o desenvolvimento de uma tecnologia voltada para o emprego de solos tropicais, utilizando-se ensaios convencionais. As técnicas empregadas foram aprimoradas com o passar do tempo e resultaram na atual metodologia MCT, que já se encontra implantada em vários órgãos rodoviários e prefeituras.

Atualmente, mais de 50 cidades paulistas e algumas cidades de outros Estados (Bahia, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e Acre), têm utilizado esta tecnologia de pavimentação urbana de baixo custo. Estima- se em mais de 15 milhões de metros quadrados de pavimentos urbanos e em aproximadamente 20 mil quilômetros de rodovias vicinais, em todo o território nacional, construídos com bases de solos lateríticos.

A figura 1 apresenta a malha viária e os principais centros urbanos no Estado de São Paulo, que utilizam pavimentos com bases de SAFL.

FIGURA 1: Malha Viária e os principais Centros Urbanos do Estado de São Paulo com Pavimentos Utilizando Bases de SAFL.

Conteúdo extraído do livro “Pavimentos de Baixo Custo para Vias Urbanas” – 2ª Edição – 2009.

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Ampliação do Uso da Metodologia MCT no Estudo de Solos Tropicais para Pavimentação


AMPLIAÇÃO DO USO DA METODOLOGIA MCT NO ESTUDO DE SOLOS TROPICAIS PARA PAVIMENTAÇÃO

28ª REUNIÃO ANUAL DE PAVIMENTAÇÃO

BELO HORIZONTE – 29 DE AGOSTO A 2 DE SETEMBRO DE 1994

Job Shuji Nogami

Douglas Fadul Villibor

Apresentam-se, inicialmente, as principais deficiências dos procedimentos para os estudos geotécnicos de solos destinados à pavimentação, baseados nos índices tradicionais (granulometria, limite de liquidez e índice de plasticidade) e no CBR (ou ISC), face às peculiaridades ambientais dos trópicos úmidos e dos solos neles desenvolvidos. Em seguida apresenta-se os fundamentos da metodologia MCT para o mesmo objetivo, bem como as suas vantagens e desvantagens em relação aos procedimentos tradicionais. Das vantagens destacam-se sobretudo a possibilidade de melhor hierarquizar os solos para uso em pavimentação e das desvantagens, a aparente complexidade e ineditismo do procedimento utilizado, que geralmente dificulta e onera a sua implantação. Apresenta-se finalmente, um novo procedimento expedito, visual-táctil que permite obter a baixo custo os grupos da classificação MCT, podendo competir com vantagem com os procedimentos tradicionais que lamentavelmente não podem ser usados satisfatoriamente nas regiões tropicais.

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Faça o download: AMPLIAÇÃO DO USO DA METODOLOGIA MCT

 

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Tecnologia do Uso de Solos Lateríticos em Pavimentos Urbanos


TECNOLOGIA DO USO DE SOLOS LATERÍTICOS EM PAVIMENTOS URBANOS

4º REUNIÃO DE PAVIMENTAÇÃO URBANA

MACEIÓ, SETEMBRO DE 1993

Autores:

Douglas Fadul Villibor

Job Shuji Nogami

Alexandre Zuppolini Neto

Paulo Roberto Miranda Serra

 

Os autores deste trabalho vêm participando, há quase 25 anos, no desenvolvimento de uma tecnologia para pavimentos de baixo custo, baseada na melhor utilização dos solos e das condições do ambiente tropical úmido, prevalecentes em grande parte do Brasil. Os principais resultados obtidos tem sido publicados em reuniões técnicas ligadas à pavimentação rodoviária. Esta é a primeira oportunidade de apresentarmos os referidos resultados em um conclave técnico, de abrangência nacional, reunindo interessados na pavimentação urbana.

Como será no histórico a pavimentação urbana com solos lateríticos tem sido desenvolvida paralelamente à rodoviária.

Efetivamente, a primeira aplicação técnica, em escala considerável, do “solo arenoso fino laterítico (SAFL)”, em base de pavimento urbano, deu-se em vias de Taquaritinga e Araraquara, no Estado de São Paulo. Atualmente, mais de 30 cidades paulistas tem usufruído desta tecnologia de pavimentação urbana de baixo custo.

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Link para download: TECNOLOGIA DO USO DE SOLOS LATERÍTICOS (1ª PARTE)

Link para download: TECNOLOGIA DO USO DE SOLOS LATERÍTICOS (2ª PARTE)

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Recommendations for The Cure of Soil-Cement Bases Course – The Performance of Different Curing Materials


RECOMMENDATIONS FOR THE CURE OF SOIL-CEMENT

BASES COURSE – THE PERFORMANCE OF DIFFERENT CURING MATERIALS

6th International Conference on Maintenance and Rehabilitation of Pavements and Technological Control (Mairepav6). Politecnico di Torino.

Torino, Italy – July 8-10, 2009.

                                                

Rita Moura Fortes;

João Virgilio Merighi;

Marcus dos Reis.

 

ABSTRACT: The Pavement Test Track provides answers related to pavement performance in a full scale, accelerated manner where results do not require laboratory scale extrapolations or lifelong field observations. In 2007 an agreement was signed between DER-SP (São Paulo DOT) and Mackenzie Presbyterian University (UPM) for construction and implementation of a test facility in SP 332 highway. São Paulo State Test Track is being constructed to improve research in all areas related to highway, such as pavement, bridges, environment, using new technologies. It has been created many kind of research sponsor, without any cost to DER-SP orto UPM. September, 20th, 2007 was the construction inauguration of the test track of São Paulo/Mackenzie. The aim of this facility is to be a reference in terms of highways sector; development and implement of new technologies in infrastructure transport area. São PauloState has more than 10 thousands kilometers of soil-cement base course. Part of these roads was constructed in the 70´s and still after 30 years, the base course is almost intact. If some rehabilitation on the roads are needed, it happens in the last layer or in other words, it is necessary only an overlay. While this technology is being used, DER-SP observed that the cure of this material is essential for its performance, mainly to avoid the cracking to appear. This paper reports the first research that was developed to study the performance of ten different curing products application in an experimental section with 525m of extension divided in lots of 40m each, beyond two stretches without no application of curing product and when and how to apply curing over soil-cement bases course.

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Link to download: RECOMMENDATIONS FOR THE CURE OF CEMENT SOIL BASES COURSE

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Conservação de Rodovias de Baixo Custo


CONSERVAÇÃO DE RODOVIAS DE BAIXO CUSTO

26ª REUNIÃO ANUAL DE PAVIMENTAÇÃO

ARACAJU (SE), 25 A 30 DE OUTUBRO DE 1992

                                         

Autores:

Douglas Fadul Villibor

Fábio Quintela Fortes

Job Shuji Nogami

 

A escassez de recursos e a grande necessidade da construção de rodovias vicinais e alimentadoras no país acrescidas do alto custo da construção de pavimentos tradicionais, mesmo para rodovias com pequeno volume de tráfego, levaram nossos técnicos rodoviários a buscar novas soluções através da utilização de materiais naturais existentes ao longo das rodovias, com a finalidade de minimizar o custo de construção de seus pavimentos.

Essas soluções, na maioria das vezes, utilizaram materiais naturais que não atendiam às especificações tradicionais para camadas de base ou sub-base, porém o desempenho dos mesmos, ao longo dos anos, na quase totalidade dos trechos, foi surpreendente, inclusive nos trechos em que passaram a ter um tráfego intenso e, em muitos casos, tornaram-se rodovias troncos.

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