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Método das Pastilhas para Identificação Expedita de Solos Tropicais


MÉTODO DAS PASTILHAS PARA IDENTIFICAÇÃO EXPEDITA DE SOLOS

TROPICAIS

2º CONGRESSO RODOVIÁRIO PORTUGUÊS

LISBOA, PORTUGAL, 18 A 20 DE NOVEMBRO DE 2002.

 

FORTES, Rita Moura;

MERIGHI, João Virgilio;

ZUPPOLLINI NETO, Alexandre.

 

RESUMO

Sendo o Brasil país de clima predominantemente tropical, salienta-se a importância excepcional de uma metodologia de identificação e classificação, que atenda as peculiaridades desses solos.

Nogami e Villibor [1] propuseram uma nova sistemática de classificação denominada

Miniatura, Compactada, Tropical (MCT), visando, sobretudo agrupar os solos tropicais de acordo com suas peculiaridades de comportamento sob o ponto de vista mecânico e

hidráulico. Contudo para esses grupos de solos, não existia ainda, um procedimento para a sua identificação.

O objetivo dessa pesquisa é de difundir esta identificação que tem sido utilizada com sucesso na fase de estudo de viabilidade e de projeto executivo, como uma maneira de reduzir o custo do estudo de opções, quer de jazidas, quer de alternativas para a pavimentação econômica.

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Qual a relação entre o Tipo de SAFL e a Técnica Construtiva das suas Bases?


O Solo Arenoso Fino Laterítico (SAFL), utilizado para a execução de bases de pavimentos, é, geralmente, proveniente de jazidas situadas nas proximidades do trecho a pavimentar ou, mesmo, em alargamentos da plataforma; em casos excepcionais, pode ser solo da própria pista a pavimentar. O uso de jazidas permite garantir uma maior homogeneidade do solo a ser utilizado na execução da base. O SAFL deverá pertencer a um dos grupos seguintes: LA, LA’ ou LG’, da Classificação Geotécnica MCT.
Caso sejam disponíveis várias fontes igualmente interessantes para a execução da base, recomenda-se escolher aquela(s) que menos problemas construtivos venham a acarretar. Para obter essa informação deve-se localizar os diversos solos potencialmente interessantes, plotá-los no Gráfico da Classificação MCT e verificar se caem dentro, ou nas proximidades, das áreas assinaladas na figura 6.1. Dados bastante numerosos, sobre as técnicas construtivas e de comportamento, foram colhidos em solos pertencentes às áreas referidas naquela figura. A priorização do uso destes tipos de solo, assim como suas relações com as técnicas construtivas, acham-se detalhadas no subitem 6.2.2.
As figuras A.8 e A.9 ilustram jazidas de SAFL dos tipos I e IV exploradas para a execução de bases, sendo a primeira Argilosa (LG’) e, a segunda, Arenosa (LA).

Figura A.8 Aspecto de uma jazida de SAFL do Tipo I (LG').     Figura A.9 Aspecto de uma jazida de SAFL do IV (LA). 

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Estudos Geotécnicos de Jazidas

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Estudos Geotécnicos de Jazidas


Os estudos para a obtenção das características geotécnicas dos solos de jazidas (áreas de empréstimos) são semelhantes aos dos solos do subleito, havendo apenas pequenas adaptações referentes a: – Amostragem sistemática. – Ensaios geotécnicos. – Serviços de escritório. Serviços de Campo e Laboratório (Amostragem Sistemática e Ensaios Geotécnicos) O estudo geotécnico de jazidas para o uso em aterro, reforço do subleito, sub-base e base, será feito por métodos convencionais, com uma rede de poços de investigação espaçados, de 30 metros, nos dois sentidos, conforme ilustrado na figura 16. A dimensão poderá ser aumentada até 50 metros, em função da área de empréstimo, desde que a malha estudada permita a

caracterização adequada dos materiais ocorrentes. perfil_geotecnico_jazida

As amostras deverão ser coletadas em dois níveis de profundidade, ou seja, de 0,5 m até 2,0 m e de 2,0 m até a cota final de exploração (ver figura acima). Constarão do estudo geotécnico, no mínimo, 09 amostras representativas de cada camada do perfil de solo encontrado, que serão submetidas aos seguintes ensaios: – Classificação MCT. – Análise granulométrica em 50% das amostras, ou em furos alternados. – Teor de umidade. – Compactação Mini-Proctor na Energia Normal. – Suporte CBR ou Mini-CBR, e expansão. O ensaio Mini-CBR é empregado somente quando o material apresentar granulometria com 95% passando na peneira com malha de abertura nominal de 2,00 mm. Caso contrário, utiliza-se o CBR convencional.

Serviços de Escritório

Os serviços de escritório constam de elaboração de plantas, perfis e plano de exploração. Devem conter as informações indicadas na Figura 16, além dos dados relativos à análise granulométrica, capacidade de suporte CBR ou Mini-CBR, classificação MCT, teor de umidade, massa específica aparente seca máxima etc.

Aplicações da Metodologia MCT em Bases de Pavimentos

A Metodologia MCT permitiu o desenvolvimento de novos tipos de bases para pavimentos constituídas por solos tropicais considerados impróprios pelos critérios tradicionais desenvolvidos para climas frios e temperados.Os materiais empregados em bases de pavimentos rodoviários e urbanos, para baixo volume de tráfego, podem ser solos lateríticos finos in natura ou misturas desses com agregados naturais ou britados. Os seguintes tipos de bases para pavimentos serão enfocados: – Bases de Solo Arenoso Fino Laterítico (SAFL). – Bases de Solo Argiloso Laterítico e Areia (ALA). – Bases de Solo Laterítico e Agregado de Granulometria Descontínua (SLAD). – Bases de Argila Laterítica.

Bases de Solo Arenoso Fino Laterítico (SAFL)

Considerações Iniciais No território brasileiro existem vastas áreas cobertas por espesso manto de solos arenosos finos. O solos da parte superficial desse manto apresentam características próprias devido à atuação de processos pedológicos específicos designados genericamente de laterização. Muitos desses solos são jazidas naturais de solo arenoso fino laterítico (SAFL) apropriados para o emprego em bases de pavimentos. No Estado de São Paulo, o uso rotineiro de bases de solo arenoso fino laterítico ocorreu após 1975. Entretanto a primeira utilização de solos lateríticos de granulação fina (argilosos ou arenosos) em camadas de pavimentos no Estado de São Paulo ocorreu ainda na década de 50, quando foram utilizados em camadas de reforço do subleito. Esse procedimento foi adotado diante do elevado valor de capacidade de suporte CBR apresentado por esses solos, apesar de possuírem outras características consideradas não muito favoráveis pelos procedimentos tradicionais de classificação dos solos. Portanto, de 1950 até 1975, esses solos in natura só eram usados em pavimentação como camadas de reforço do subleito ou sub-bases. Pelo fato de os solos constituintes dessas camadas se encontrarem confinados pela base e, eventualmente pela sub-base, não havia grande preocupação por parte do meio técnico quanto ao trincamento ou mesmo quanto à qualidade do acabamento da superfície dessas camadas. Para controle da qualidade dos subleitos e das sub-bases, limitava-se à obtenção de um grau de compactação que garantia um suporte, expresso em termos de CBR, especificado para a camada. Para o caso do uso de solo arenoso fino laterítico em bases de pavimentos, outras características são decisivas para o seu sucesso, pois tais camadas praticamente não são confinadas, e recebem sobre si apenas um revestimento betuminoso esbelto, com espessura máxima de 3,0 cm. Mesmo assim, devem absorver os esforços provenientes da construção do revestimento, apresentar boa aderência à camada de revestimento, suportar os esforços verticais e horizontais provenientes do tráfego e resistir à ação das intempéries. Há solos arenosos finos lateríticos para emprego em bases de pavimentos em 50% do Estado de São Paulo. Há grande ocorrência destes solos também nos Estados do Paraná, Goiás, Mato Grosso, Bahia e Minas Gerais. Até a presente data, já foram executados aproximadamente 12.300 km de rodovias vicinais com bases de solo arenoso fino laterítico. Desses, 8.000 km apenas no Estado de São Paulo. Em termos de vias urbanas, já foram construídos mais de 12 milhões de m2 de bases de SAFL em todo o território nacional. Fonte/ livro: "Pavimentos de Baixo Custo para Vias Urbanas" – Bases Alternativas com Solos Lateríticos (Douglas F. Villibor e outros).

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