Tag "imprimadura"

Tags: , , , , ,

Controle Tecnológico das Bases de Solo Arenoso Fino Laterítico


CONTROLE TECNOLÓGICO DAS BASES DE SOLO ARENOSO FINO LATERÍTICO

20ª REUNIÃO ANUAL DE PAVIMENTAÇÃO

FORTALEZA – NOVEMBRO DE 1985

 

Témario: Especificações e controle de qualidade aplicados à pavimentação.

 

Autores:

Douglas Fadul Villibor

Job Shuji Nogami

 

Faça o download: CONTROLE TECNOLOGICO DAS BASES DE SOLO ARENOSO FINO LATERITICO

 

 

 

 

Postado em Pavimentação, Publicações Técnicas e ArtigosComentários (0)

Tags: , , , ,

Nas Bases de SAFL e ALA, quais as Funções e Dosagem da Imprimadura?


Esse assunto encontra-se desenvolvido na pesquisa realizada no item 4.5. Em síntese:
 

a] Funções da Imprimadura Asfáltica Impermeabilizante:
 

A imprimadura consiste na aplicação de uma camada contínua de material asfáltico diluído (tipo CM-30 ou CM-70) sobre a superfície da base concluída, que tem por objetivo permitir a penetração da imprimadura em sua superfície, em uma espessura (profundidade) que varia em função das diversas características intrínsecas do solo, do seu estado de compactação e do material utilizado na imprimação. A imprimadura asfáltica, nesses pavimentos, tem funções bem definidas, quais sejam:

  • Impermeabilizar a base evitando, tanto quanto possível, a penetração da água que porventura se infiltre pelo revestimento.
  • Proporcionar aderência entre a base e o revestimento.
  • Aumentar a coesão da porção superficial da base, ao formar nela um solo betume.
     

b] Critério de Dosagem da Imprimadura Impermeabilizante (tipo e taxa)

Para dosar, em laboratório, o tipo e a taxa de imprimadura que devem ser aplicados sobre uma base de SAFL, pode-se utilizar o
critério proposto no subitem 4.5.5.2, que utiliza o ensaio M-6 do Anexo II.
Também é possível, experimentalmente, dosar o tipo e taxa da imprimadura sobre um segmento da ordem de 100 m, conforme
as etapas:

  • Após a secagem da base, irrigá-la levemente com 0,8 l/m2.
  • Após 15 minutos, efetuar a imprimação com asfalto diluído tipo CM-30, em uma temperatura entre os limites de 30 a        50°C, com uma das taxas indicadas abaixo:
  • Bases com solo tipo I ou II (figura 6.1) taxa: 0,8 a 1,0 l/m2.
  • Bases com solo tipo III ou IV (figura 6.1) taxa: 1,0 a 1,2 l/m2.
  • Esperar a imprimadura curar por 48 horas, medir a espessura de penetração na base, por meio de (no mínimo) 9 furos
    executados com talhadeira na sua superfície, e obter a penetração média.

Com a média obtida, utilizar, para a imprimadura do trecho em questão, o tipo e a taxa que se enquadrem numa das situações
abaixo:

  • Penetração média inferior a 4 mm: CM-30, com temperatura de aplicação 30ºC, na taxa de 0,8 a 1,0 1/m2.
  • Penetração média de 4 a 10 mm: CM-30, com temperatura de aplicação 30ºC, na taxa de 1,0 a 1,4 1/m2 (Ideal de 4 a 7 mm, na taxa de 1,2/m2).
  • Penetração média superior a 10 mm: CM-70, com viscosidade Saybolt-Furol de 80 a 100 s, obtida a 40º C, na taxa de 0,8a 1,0 l/m2.

c] Recomendações sobre a Técnica Construtiva

As recomendações construtivas mais importantes ligadas à imprimação, resumidamente, são:
 

  • Deverá ser efetuada, obrigatoriamente, com a utilização de asfalto diluído do tipo CM-30 e CM-70 (asfalto diluído com querosene), o qual, por apresentar baixa viscosidade, infiltra na base e permite que a parte residual (betume) penetre convenientemente na sua superfície. Com a evaporação do solvente, a superfície da base permanece impregnada de betume, o que propicia a formação de uma mistura solo + betume (solo betume) e fica, assim, impermeabilizada tanto quanto possível, além de proporcionar uma ligação adequada para com os tratamentos superficiais que vier a receber.
  • Para este fenômeno ocorrer é necessário que a imprimação da base seja precedida de uma secagem prévia e, em seguida, uma varredura enérgica (vassouras rotativas e/ou jatos de ar comprimido), com o objetivo de eliminar toda a poeira e material solto em sua superfície. Após esse procedimento, deve-se realizar irrigação com taxa de água de 0,5 a 1,0 l/m2. Somente após este serviço é que se deve imprimar a base, com a taxa e o tipo de imprimadura indicados em projeto. O umedecimento causado pela infiltração da água facilita a conveniente penetração da imprimadura e, consequentemente, a impermeabilização da base.
  • A imprimadura deve permitir a formação do solo betume pela penetração do asfalto na camada superficial (±1 cm) da base, para impermeabilizá-la; além disso, deve penetrar e preencher as trincas, tanto quanto possível, permitindo a execução da camada de rolamento de tratamento, sem danificar a superfície a base pela ruptura frágil de sua superfície, quando da rolagem dos agregados do tratamento superficial. A figura 4.39 mostra esse processo e a figura A.10 ilustra uma imprimadura executada mostrando a formação do solo betume na superfície da base.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Figura A.10 Aspecto de uma penetração adequada da imprimadura, com formação do solo betume na superfície da base.

Cabe ressaltar, ainda, que devem ser seguidas as recomendações construtivas adicionais, indicadas a seguir:

  • Diante da possibilidade de grande perda de umidade (constatada no campo), o início da compactação da base dar-se-á com a umidade ótima e, seu final, abaixo da ótima.
  • Evitar, a qualquer custo, a superposição de faixas de irrigação.
  • Acabamento da base sempre em corte, de modo a evitar a formação de lamelas e impregnação com a imprimadura, o que, fatalmente, provocaria escorregamento.
  • A imprimadura nunca deverá ser executada com o solo saturado, seja por chuva ou eventual excesso de irrigação.
     

Postado em Pavimentação, Perguntas e RespostasComentários (0)

Tags: , , , ,

Quais as Normas para Execução das Camadas de Revestimento sobre Bases de SAFL, ALA e SLAD e quando se usa a Camada de Proteção?


Sugere-se que a execução seja como preconizado pelo DER-SP, em seu “Manual de Normas de Pavimentação” (1991), ou seja:

  • Tratamento superficial: Seção 3.12.
  • Camada de CBUQ (atual CAUQ): Seção 3.13.

A camada de proteção consiste na aplicação, sobre a imprimadura de uma base de SAFL ou ALA, de um tratamento superficial simples invertido (Seção 3.12), antes da execução da camada final do revestimento do pavimento.

Dois casos podem ser considerados, a saber:
 

1º Caso – Revestimento de Tratamento Superficial:

  • Os solos dos tipos I e II, da Classificação Geotécnica MCT, conduzem a bases coesivas; os dos tipos III e IV conduzem a bases pouco coesivas, podendo resultar, mesmo após a imprimadura, em uma superfície muito frágil. Quando isso acontece, o agregado da primeira camada do revestimento rompe a superfície da base, logo durante a sua rolagem; consequentemente, o revestimento se solta e o agregado penetra base adentro, deixando livre o betume e provocando exsudação.
  • Outra situação, em que a camada considerada é necessária, ocorre quando o tráfego excede alguns limites. A experiência atual mostra que, para um tráfego com Nt > 5×106 solicitações do eixo padrão, ocorre a penetração do agregado na base, quando não existe a camada de proteção, cuja execução, tem-se mostrado muito eficaz para evitar tal penetração.

2º Caso – Revestimento Usinado Tipo CAUQ ou PMQ:
 

  • Neste tipo de revestimento pode ocorrer seu escorregamento sobre a base, devido aos esforços horizontais do tráfego e à fraca ligação entre ambos. Para os solos dos tipos III e IV recomenda-se o uso da camada anticravamento, para prevenir esse tipo de defeito.
  • O sucesso dessa técnica está ilustrado nas figuras A.11 (rodovia), A.12 (via urbana) e A.13 (aeródromo), cujos avimentos, com mais de 20 anos de uso, foram construidos com bases e SAFL, camada anticravamento de tratamento superficial imples e posterior recobrimento de CAUQ. Em vários trechos e rodovias, onde se previa Nt > 5×106 olicitações, em vias urbanas e aeródromos, o uso desta técnica resultou em pavimentos
    com comportamento excelente.

Figura A.11 Araraquara a G. Peixoto – SP.                            Figura A.12 Viar urbana em Araraquara – SP.

 

 

 

 

 

 

Figura A.13 Aeródromo em São Carlos – SP.

Postado em Pavimentação, Perguntas e RespostasComentários (0)

Quando se usa a Camada de Proteção (antitravamento) sobre uma base de SAFL ou ALA?

Tags: , , ,

Quando se usa a Camada de Proteção (antitravamento) sobre uma base de SAFL ou ALA?


A camada antitravamento consiste na aplicação, sobre a imprimadura, de um tratamento superficial simples invertido (TSS), antes da execução da camada sobrejacente. Dois casos podem ser considerados, conforme o tipo de revestimento a ser utilizado:

1º Caso – Revestimento de Tratamento Superficial (TS): Os solos dos tipos I e II, da Classificação Geotécnica MCT, conduzem a bases coesivas; os dos tipos III e IV conduzem a bases pouco coesivas podendo resultar, mesmo após a imprimadura, em uma superfície muito frágil. Quando isso acontece, o agregado da primeira camada do revestimento (TSS) rompe a superfície da base, logo durante a sua rolagem; consequentemente, o revestimento se solta e o agregado penetra base adentro, deixando livre o betume e provocando exudação. Outra situação, em que a camada considerada é necessária, ocorre quando o tráfego excede alguns limites. A experiência atual mostra que, para um tráfego com N > 5×106 solicitações do eixo padrão, ocorre a penetração do agregado do revestimento na base, quando não existe camada de proteção. A execução da mesma tem-se mostrado muito eficaz para evitar tal penetração.

2º Caso – Camada de Revestimento Usinado Tipo CBUQ ou PMQ: Nestes revestimentos, pode ocorrer o escorregamento dos mesmos sobre a base, devido aos esforços horizontais do tráfego e à fraca ligação da interface base-revestimento. Em especial, para os solos dos tipos III e IV, cresce muito a probabilidade da ocorrência do escorregamento, se a camada antitravamento não for executada. O sucesso dessa técnica pode ser comprovado na cidade de Araraquara(SP), onde podem ser vistos (figura 41) pavimentos urbanos executados sobre base de SAFL, utilizando tratamento superficial simples (camada antitravamento) e posterior recobrimento de CBUQ. Os pavimentos são usados há mais de 20 anos. figura41

Também, como mostra a figura 41, em vários trechos de estradas onde se previa N > 5×106 solicitações, o uso desta técnica resulta em um excelente comportamento, após mais de 20 anos de uso. figura42

Postado em Pavimentação, Perguntas e RespostasComentários (0)

  • +Lidos
  • Últimos
  • +Comentados
  • Tags
  • Assine