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Estudos Geotécnicos de Jazidas

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Estudos Geotécnicos de Jazidas


Os estudos para a obtenção das características geotécnicas dos solos de jazidas (áreas de empréstimos) são semelhantes aos dos solos do subleito, havendo apenas pequenas adaptações referentes a: – Amostragem sistemática. – Ensaios geotécnicos. – Serviços de escritório. Serviços de Campo e Laboratório (Amostragem Sistemática e Ensaios Geotécnicos) O estudo geotécnico de jazidas para o uso em aterro, reforço do subleito, sub-base e base, será feito por métodos convencionais, com uma rede de poços de investigação espaçados, de 30 metros, nos dois sentidos, conforme ilustrado na figura 16. A dimensão poderá ser aumentada até 50 metros, em função da área de empréstimo, desde que a malha estudada permita a

caracterização adequada dos materiais ocorrentes. perfil_geotecnico_jazida

As amostras deverão ser coletadas em dois níveis de profundidade, ou seja, de 0,5 m até 2,0 m e de 2,0 m até a cota final de exploração (ver figura acima). Constarão do estudo geotécnico, no mínimo, 09 amostras representativas de cada camada do perfil de solo encontrado, que serão submetidas aos seguintes ensaios: – Classificação MCT. – Análise granulométrica em 50% das amostras, ou em furos alternados. – Teor de umidade. – Compactação Mini-Proctor na Energia Normal. – Suporte CBR ou Mini-CBR, e expansão. O ensaio Mini-CBR é empregado somente quando o material apresentar granulometria com 95% passando na peneira com malha de abertura nominal de 2,00 mm. Caso contrário, utiliza-se o CBR convencional.

Serviços de Escritório

Os serviços de escritório constam de elaboração de plantas, perfis e plano de exploração. Devem conter as informações indicadas na Figura 16, além dos dados relativos à análise granulométrica, capacidade de suporte CBR ou Mini-CBR, classificação MCT, teor de umidade, massa específica aparente seca máxima etc.

Aplicações da Metodologia MCT em Bases de Pavimentos

A Metodologia MCT permitiu o desenvolvimento de novos tipos de bases para pavimentos constituídas por solos tropicais considerados impróprios pelos critérios tradicionais desenvolvidos para climas frios e temperados.Os materiais empregados em bases de pavimentos rodoviários e urbanos, para baixo volume de tráfego, podem ser solos lateríticos finos in natura ou misturas desses com agregados naturais ou britados. Os seguintes tipos de bases para pavimentos serão enfocados: – Bases de Solo Arenoso Fino Laterítico (SAFL). – Bases de Solo Argiloso Laterítico e Areia (ALA). – Bases de Solo Laterítico e Agregado de Granulometria Descontínua (SLAD). – Bases de Argila Laterítica.

Bases de Solo Arenoso Fino Laterítico (SAFL)

Considerações Iniciais No território brasileiro existem vastas áreas cobertas por espesso manto de solos arenosos finos. O solos da parte superficial desse manto apresentam características próprias devido à atuação de processos pedológicos específicos designados genericamente de laterização. Muitos desses solos são jazidas naturais de solo arenoso fino laterítico (SAFL) apropriados para o emprego em bases de pavimentos. No Estado de São Paulo, o uso rotineiro de bases de solo arenoso fino laterítico ocorreu após 1975. Entretanto a primeira utilização de solos lateríticos de granulação fina (argilosos ou arenosos) em camadas de pavimentos no Estado de São Paulo ocorreu ainda na década de 50, quando foram utilizados em camadas de reforço do subleito. Esse procedimento foi adotado diante do elevado valor de capacidade de suporte CBR apresentado por esses solos, apesar de possuírem outras características consideradas não muito favoráveis pelos procedimentos tradicionais de classificação dos solos. Portanto, de 1950 até 1975, esses solos in natura só eram usados em pavimentação como camadas de reforço do subleito ou sub-bases. Pelo fato de os solos constituintes dessas camadas se encontrarem confinados pela base e, eventualmente pela sub-base, não havia grande preocupação por parte do meio técnico quanto ao trincamento ou mesmo quanto à qualidade do acabamento da superfície dessas camadas. Para controle da qualidade dos subleitos e das sub-bases, limitava-se à obtenção de um grau de compactação que garantia um suporte, expresso em termos de CBR, especificado para a camada. Para o caso do uso de solo arenoso fino laterítico em bases de pavimentos, outras características são decisivas para o seu sucesso, pois tais camadas praticamente não são confinadas, e recebem sobre si apenas um revestimento betuminoso esbelto, com espessura máxima de 3,0 cm. Mesmo assim, devem absorver os esforços provenientes da construção do revestimento, apresentar boa aderência à camada de revestimento, suportar os esforços verticais e horizontais provenientes do tráfego e resistir à ação das intempéries. Há solos arenosos finos lateríticos para emprego em bases de pavimentos em 50% do Estado de São Paulo. Há grande ocorrência destes solos também nos Estados do Paraná, Goiás, Mato Grosso, Bahia e Minas Gerais. Até a presente data, já foram executados aproximadamente 12.300 km de rodovias vicinais com bases de solo arenoso fino laterítico. Desses, 8.000 km apenas no Estado de São Paulo. Em termos de vias urbanas, já foram construídos mais de 12 milhões de m2 de bases de SAFL em todo o território nacional. Fonte/ livro: "Pavimentos de Baixo Custo para Vias Urbanas" – Bases Alternativas com Solos Lateríticos (Douglas F. Villibor e outros).

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Estudos Geotécnicos dos Solos do Subleito

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Estudos Geotécnicos dos Solos do Subleito


Os estudos dos solos do subleito objetivam a obtenção dos parâmetros geotécnicos do subleito, a partir de serviços de campo e laboratório. Esses serviços são complementados por serviços de escritório, que abrangem a elaboração de perfis geotécnicos com as características dos solos, indicações dos universos de solos para subleito e plano de exploração para jazidas.

Serviços de Campo e Laboratório

Os serviços de campo e laboratório envolvem o reconhecimento preliminar de campo, a amostragem sistemática e ensaios geotécnicos. Os estudos preliminares de campo desempenham papel importante pelo fato de possibilitarem a obtenção de alguns parâmetros de maneira expedita, mediante o uso de procedimentos práticos e de equipamentos de fácil manuseio. Com as informações disponíveis em mapas pedológicos, geológicos e geotécnicos, é feita uma vistoria in situ por profissionais especializados, com comprovada experiência na área, para a obtenção das seguintes informações básicas: – Existência ou não de revestimento primário nas vias. – Condições topográficas e aspectos ligados à drenagem superficial e profunda das vias em questão. – Identificação expedita, táctil-visual, do subleito e das jazidas, para a verificação da mineralogia e granulometria dos solos, macroestrutura e cor etc. A partir dessas informações e da identificação genética do material, serão programadas as fases de amostragem sistemática e ensaios geotécnicos. A amostragem da via para fins geotécnicos será feita através de furos de sondagens com espaçamento máximo, entre dois furos consecutivos no sentido longitudinal, de 75 metros, devendo-se fazer furos intermediários, a cada 25 metros, para simples identificação táctil-visual dos materiais encontrados. Os furos e sondagens deverão ser locados com base nas informações obtidas no reconhecimento preliminar de campo. As sondagens que servirão para reconhecimento (análise táctil-visual), coleta de amostras, traçado do perfil geotécnico do subleito e anotação da cota do nível d’água (se constatado), serão executadas com auxílio de equipamentos manuais (trado-espiral, cavadeira, pá etc.). A profundidade das sondagens, em relação ao greide de fundação do pavimento será de 1,50 metro ou mais, no caso de ocorrência de solos imprestáveis (solos atípicos) sujeitos à remoção. Nesse caso, essa área de material impróprio deve ser delimitada e o projeto deverá dar um tratamento adequado a ela. A amostragem das camadas representativas do revestimento primário e do subleito, visando à obtenção de suas características geotécnicas, será feita conforme descrito a seguir. – Subleito Natural Para esse procedimento, entende-se como subleito natural, no seu estado atual, o subleito sem presença de material pétreo lançado. A coleta de amostras será no primeiro metro abaixo do greide de fundação do pavimento e deverá ser representativa das camadas encontradas. – Subleito com Camada de Revestimento Primário Quando as vias existentes apresentarem camada de revestimento primário em espessura superior a 10 cm, com materiais pétreos, escória ou entulho de boa qualidade, em porcentagem superior a 30% em peso (material retido na peneira de 2,00 mm), deverão ser coletadas amostras, separadamente, da camada de revestimento primário e das camadas do subleito até a profundidade de 1,00 metro abaixo do greide de fundação do pavimento. A programação dos ensaios geotécnicos, tanto in situ quanto em laboratório, será baseada em informações obtidas no reconhecimento preliminar de campo e no levantamento topográfico (plani-altimétrico cadastral). Com esses dados o projetista poderá pré-definir o greide de implantação do pavimento e, portanto, prever a possibilidade de utilização de algumas camadas em suas condições locais. Os ensaios geotécnicos, já descritos anteriormente, serão feitos para avaliar os materiais entre 0 e 1,00 metro abaixo do greide de fundação do pavimento, em duas camadas de aproximadamente 0,50 m. No caso dos ensaios laboratoriais, as amostras representativas dessas duas camadas, se identificadas como iguais (táctil-visual e granulometricamente), poderão ser ensaiadas em uma única amostra representativa do horizonte.

Serviços de Escritório

Os serviços de escritório orientam a elaboração de documentos geotécnicos do projeto, constando de plantas e perfis e deverão conter estas informações: – Características Geotécnicas: – Identificação táctil-visual, incluindo a cor de cada camada. – Classificação MCT da fração do solo que passa na peneira de 2,00 mm. – Massa específica aparente seca máxima. – Teor de umidade ótima. – Granulometria. – Índice de suporte in situ, e moldado em laboratório. – Indicações dos Universos de Solos Os universos serão definidos, para efeito de dimensionamento, segundo um dos critérios: – Por meio de intervalos de Índice de Suporte, Mini-CBR ou CBR, com Expansão # 2%: U1: Solos com CBR ou Mini-CBR < 4%; U2: Solos com 4% # CBR ou Mini-CBR < 8%; U3: Solos com 8% # CBR ou Mini-CBR < 12%; U4: Solos com CBR ou Mini-CBR $ 12%. Opcionalmente poderá ser utilizada a classificação MCT, para a determinação dos universos de solos: UL: Solos Lateríticos, pertencentes aos grupos LA’ e LG’, e com Mini-CBR $ 8%; UN: Solos Saprolíticos, pertencentes aos grupos NS’ e NG’, e com Mini-CBR # 8%. Os demais grupos da classificação MCT (NA’, NA, LA) devem ser estudados isoladamente. A figura 15 ilustra um perfil geotécnico do subleito de uma via urbana. A distância entre os furos de sondagem, recomendadas para estudos geotécnicos em vias urbanas, é de 25 m. Caso um quarteirão tenha menos que 75 m, deverão ser locados furos de sondagem e amostrados seus solos em, no mínimo, 3 locais. subleito_via_urbana Fonte/ livro: "Pavimentos de Baixo Custo para Vias Urbanas" – Bases Alternativas com Solos Lateríticos (Douglas F. Villibor e outros)

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Tecnologia do Uso de Solos Lateríticos em Pavimentação – Estudos Geotécnicos

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Tecnologia do Uso de Solos Lateríticos em Pavimentação – Estudos Geotécnicos


O estudo para a obtenção das características geotécnicas dos solos do subleito e de jazidas para o emprego como camadas de reforço do subleito, sub-bases e bases, abrange as atividades ilustradas no fluxograma 2: fluxograma_estudos_geotecnicos A nomenclatura para identificação dos materiais no perfil dos solos será feita de acordo com o exposto a seguir.

Designação das frações dos Materiais

Fração Pedregulho: grãos minerais que passam na peneira de 38 mm, mas são retidos na de 2 mm de abertura nominal. – Fração Solo: grãos minerais que passam na peneira de 2 mm de abertura nominal. A fração deverá ser classificada de acordo com a “Classificação de Solos Tropicais segundo a Metodologia MCT – ME.54” da Prefeitura Municipal de São Paulo, e apresentar a seguinte nomenclatura: – Classe de Comportamento Laterítico: designada pelo prefixo “L”, subdividida nos seguintes grupos: – LA – Areia Laterítica. – LA’ – Solo Arenoso Laterítico. – LG’ – Solo Argiloso Laterítico. – Classe de Comportamento Não Laterítico: designada pelo prefixo “N”, subdividida nos seguintes grupos: – NA – Areia Não Laterítica. – NA’ – Solo Arenoso Não Laterítico. – NS’ – Solo Siltoso Não Laterítico. – NG’ – Solo Argiloso Não Laterítico. Designação dos Materiais Quanto à Predominância das Frações: quando não houver fração retida na peneira de 2 mm, o material será designado simplesmente de solo. – Solo com Pedregulho: quando a fração retida na peneira de 2mm estiver compreendida entre 10% e 50%, a nomenclatura deverá ser acompanhada de indicação “com pedregulho”. Ex.: areia não laterítica com pedregulho. – Pedregulho: quando a fração retida na peneira de 2mm for maior que 50%, a palavra “pedregulho” deve preceder a classificação do solo. Ex.: Pedregulho com solo siltoso não laterítico. – Quanto à Presença de Constituintes Especiais: – Com mica: quando for observada a presença de mica, deverá ser anotada a indicação “com mica”. Ex.: solo siltoso não laterítico, com mica. – Com matéria orgânica: quando for observada a presença de matéria orgânica, deverá ser anotada a indicação “com matéria orgânica”. Ex.: solo argiloso não laterítico, com matéria orgânica. Fonte/ livro: "Pavimentos de Baixo Custo para Vias Urbanas" – Bases Alternativas com Solos Lateríticos (Douglas F. Villibor e outros).

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