Tag "Baixo Custo"

Tecnologia para Pavimentos de Baixo Custo

Tags: , , , , , , ,

Tecnologia para Pavimentos de Baixo Custo


"Pavimentos de Baixo Custo para Vias Urbanas – Bases Alternativas com Solos Lateríticos" Este é o título do livro lançado em setembro/07, durante a 14ª Reunião de Pavimentação Urbana, realizada pela Associação Brasileira de Pavimentação – ABPV, em Ribeirão Preto (SP). O assunto vem sendo abordado em vários trabalhos técnicos – especialmente na 10ª reunião de ABPv, acontecida em Uberlândia, em 2000 – dos autores, engenheiros que já há muitos anos trabalham com tecnologia de solos tropicais e se empenham na divulgação desta revolucionária metodologia de pavimentação, genuinamente brasileira. Patrocinado pela LENC Engenharia, ABPv, Caixa Econômica Federal e Instituição Moura Lacerda, de Ribeirão Preto, o livro foi apresentado durante uma palestra proferida pelo engenheiro Douglas Villibor, autor do trabalho, junto com Job Shuji Nogami, José Roberto Cincerre, Paulo Roberto Serra que discorreu sobre as técnicas construtivas apresentadas no livro) e Alexandre Zuppolini Neto. Apoiado numa longa e fecunda carreira profi ssional ligada a pesquisas e trabalhos sobre pavimentos, o grupo de autores conta principalmente com a experiência de Villibor, um dos maiores pesquisadores e  especialistas brasileiros em desenvolvimento de metodologias para pavimentos de baixo custo, classifi cação de solos tropicais e gestão de estruturas rodoviárias. Doutor em Transportes (Estradas e Aeroportos) pela Escola de Engenharia de São Carlos EESC- USP, onde foi professor, Villibor é autor de mais de 100 trabalhos publicados no Brasil e no exterior e responsável, junto com Nogami, professor da Escola Politécnica da USP, pelo desenvolvimento de metodologias de uso de solos tropicais. Mais barato e mais adequado O livro é uma exposição detalhada da tecnologia do uso de pavimentos de baixo custo com a utilização de solos lateríticos, um tipo de solo encontrado em larga escala no Brasil e, segundo pesquisas, mais adaptável às nossas condições climáticas e de custo muito inferior à tecnologia normalmente utilizada para pavimentação. Para o desenvolvimento e a aplicação desta tecnologia, os autores propõem a aplicação da Metodologia MCT (Miniatura Compactada Tropical), que abrange desde os estudos geotécnicos até a execução e o controle das camadas de pavimentação. Além disso, apresentam várias questões em forma de perguntas e respostas, apoiados em mais de 25 anos de experiência, para esclarecer todas as dúvidas possíveis sobre o assunto.

Enfocando a importância da utilização de uma tecnologia nacional, específi ca para solos tropicais, o objetivo principal do trabalho é difundir de forma clara e simplifi cada a Metodologia MCT. Desenvolvida nos anos 70 por Villibor e Nogami, e já utilizada em mais de 50 cidades paulistas e de outros estados, como Bahia, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e Acre, a metodologia ainda encontra resistência quanto à sua utilização, por quebrar um sólido paradigma – a utilização tradicional de know-how norte-americano uma tecnologia, segundo Villibor, mais dispendiosa e muitas vezes inadequada às condições climáticas e geológicas brasileiras. Em suas 170 páginas, fartamente ilustradas por fotos, gráfi cos e estudos de casos, o livro ressalta a necessidade de se utilizar a nova tecnologia, apontando índices preocupantes em relação ao défi cit de pavimentos urbanos no Brasil. A cidade São Paulo, por exemplo, tem um défi cit de aproximadamente 20 milhões de metros quadrados de ruas pavimentadas. Outro exemplo, o município de Guarulhos: mesmo já tendo uma rede pavimentada de 2,7 milhões de m2, precisa executar, pelo menos, mais 30% de pavimento, ou 800 mil m2. Como explica Villibor, a grande importância desta alternativa está no seu custo “substancialmente mais barato”. Enquanto a abordagem tradicional de pavimentação funciona em vias de maior tráfego, nas ruas de menor movimento, como em conjuntos habitacionais, pequenas comunidades e bairros periféricos, a pavimentação tradicional acaba se tornando inviável por seu alto custo. Nestes casos, o emprego da tecnologia de solos lateríticos na pavimentação urbana é o mais indicado, não só por apresentar um custo muito mais baixo, mas também por utilizar um material abundante no território brasileiro. De acordo com o engenheiro, portanto, o desenvolvimento de pavimentos regionalizados e com tecnologia nacional acaba sendo extremamente importante devido à grande extensão territorial do Brasil, aos diferentes tipos de solos encontrados aqui, às condições climáticas típicas de ambientes tropicais, ao grande déficit de pavimentos a serem implantados e, principalmente, à falta de recursos financeiros. Engenharia de evidência Villibor explica que o emprego da tecnologia de pavimentos alternativos em municípios de pequeno e médio porte praticamente não se generalizou nas últimas décadas pelo fato de muitas prefeituras não disporem de engenheiros que conheçam as técnicas não convencionais, pouco difundidas em âmbito nacional, inclusive nas escolas de engenharia. “É fundamental que as escolas implantem cadeiras ligadas a novas tecnologias”, diz ele. “As faculdades de engenharia adotam conceitos baseados principalmente em normas de organismos rodoviários norte-americanos”. A falta de condições de adaptação tecnológica e o temor de adotar uma metodologia cujo desempenho ainda não é garantido por normas e recomendações internacionais, leva a maioria das prefeituras a trabalhar com técnicas construtivas importadas. Contrapondo-se a este comportamento, Villibor acredita no que chama de “engenharia de evidência”, ou seja, baseada na observação de resultados. “Temos que dar o direito ao engenheiro de testar novas soluções. Isso é pesquisa e faz com que as coisas evoluam e gerem novas tecnologias de grande alcance social”. Exemplo desta ousadia, segundo ele, foi dado pela Secretaria Municipal de Infra-Estrutura de Ribeirão Preto, a primeira cidade brasileira a adotar oficialmente a metodologia MCT, em 1994. Sem conter o entusiasmo que costuma caracterizar suas explanações sobre o assunto, Villibor é definitivo quanto à importância de testar novos materiais e apostar em sua efi ciência. “Obrigatoriamente, os solos tropicais têm que ter uma tecnologia adequada”, pontifica. “E isso não signifi ca importar soluções pura e simplesmente . É preciso ter coragem de quebrar paradigmas e acreditar em nossas tecnologias. São elas, entre outras economicas e sociais, que vão determinar o fazer ou o não fazer, ou seja, vão contribuir para o maior desenvolvimento social do país”.

Postado em Pavimentação, Publicações Técnicas e ArtigosComentários (1)

Tags: , , , , , , , , , ,

Quais são os tipos de Base de Baixo Custo utilizados em Pavimentos Econômicos no Estado de São Paulo?


Os tipos são:

  • Bases de SAFL com materiais de ocorrências naturais.
  • Bases de Solo Laterítico Agregado, a saber:
  • De granulação fina, designado ALA, cujo material é constituido de mistura de argila laterítica com areia. Vide questão 11 do Livro Pavimentos Econômicos disponível no portal.
  • De granulação grossa, designado SLAD, cujo material é constítuido de mistura de solo laterítico com baixa porcentagem de agregado (brita, pedregulho ou laterita). Vide capítulo 7 do livro "Pavimentos Econômicos".

A secção transversal da estrutura desses pavimentos é a mesma indicada na figura A.1 do livro "Pavimentos Econômicos".

               

Postado em Pavimentação, Perguntas e RespostasComentários (0)

  • +Lidos
  • Últimos
  • +Comentados
  • Tags
  • Assine