Expresso Tiradentes atende 40 mil usuários por dia

Expresso_TiradentesO transporte coletivo urbano em metrópoles como São Paulo é um dos maiores desafios enfrentados pela gestão pública e um dos graves problemas sofridos pela população, especialmente a de baixa renda, que reside a quilômetros de distância do centro urbano, nos extremos da cidade. Soluções que conciliem rapidez, conforto, adequação urbanística, preservação ambiental e baixo custo, são pesquisadas por engenheiros, especialistas e gestores para garantir melhor qualidade de vida, acesso pleno ao espaço urbano e condições de desenvolvimento econômico. Esses são os objetivos imediatos da obra Expresso Tiradentes, um corredor exclusivo de transporte coletivo que vai ligar o centro de São Paulo à Cidade Tiradentes, no extremo leste da cidade. Trata-se de uma das maiores obras de infra-estrutura urbana da capital e vai atender 1,5 milhão de habitantes daquela região paulistana, quando estiver concluído no final de 2008. O primeiro trecho inaugurado em 8 de março, ligando os terminais Sacomã, na zona sul e Mercado, na região central, atendeu, somente nos quatro primeiros dias de operação, 154 mil pessoas. Nessa fase, entraram em operação os trechos 1 e 2 do Expresso Tiradentes, o Terminal Mercado Municipal, Estação de Transferência Metro Pedro II, Estação Ana Néri, Estação Clube Atlético Ypiranga, Estação da Rua do Grito e Terminal Sacomã. Quando estiver concluída, essa via expressa e exclusiva para transporte coletivo terá 32 quilômetros de extensão e deverá atender diariamente 350 mil usuários. O Expresso Tiradentes tem uma concepção moderna de transporte coletivo urbano em grandes metrópoles. Com acessibilidade total através de rampas, elevadores, escadas rolantes e travessias exclusivas para pedestres, as operações também serão monitoradas à distância com equipamentos GPS. O projeto permite trânsito livre aos 25 ônibus que trafegarão na via, o que possibilita maior velocidade, garantida também por faixas de ultrapassagem nos pontos de parada. Com isso, o tempo de viagem entre Cidade Tiradentes e o Parque D. Pedro, que hoje é de 2 horas e meia, deve ser reduzido para 60 minutos. Sistema integrado de ônibus, metrô e trens da CPTM Além do ganho de tempo, a via exclusiva garante maior regularidade e conforto nas viagens. Com cinco terminais e três estações de transferência, além de possibilidades de interligação com linhas do metrô e de trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), o Expresso atende usuários da região Leste, em especial de áreas mais distantes como Cidade Tiradentes, Iguatemi, São Rafael, São Mateus e conjuntos habitacionais populosos. Planejado para ser uma ligação direta entre o Parque D. Pedro II, o Sacomã e Cidade Tiradentes, o corredor flexibiliza o fluxo de transportes da zona leste, atualmente todo concentrado na avenida Radial Leste. A linha expressa vai se integrar ao metrô linha vermelha na Estação Pedro II, à linha verde nas estações Sacomã e Vila Prudente e, com os trens ,na estação Ipiranga. Chegará, também, ao corredor intermunicipal metropolitano que liga São Mateus ao distrito do Jabaquara, na Zona Sul, cortando quatro municípios vizinhos à Capital. Outra vantagem é a conexão com o Corredor Paes de Barros – trajeto alternativo para o Centro, servindo à região da Mooca. Com o Expresso, os moradores da Zona Leste e, no outro extremo, do ABCD terão muito mais flexibilidade e alternativa para os seus deslocamentos. As modificações para os usuários da região do ABCD começaram desde a inauguração do primeiro trecho. A 14 Lenc tecnologia e qualidade SPTrans e Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) modifi caram itinerários para aumentar a oferta de linhas de quem sai do ABCD para vir à capital de ônibus, e vice-versa. Vinte e nove linhas de ônibus que têm origem nos municípios daquela região da Grande São Paulo passaram a ter seus pontos fi nais no Terminal Sacomã, por onde passa o Expresso Cidade Tiradentes. A integração permite que os passageiros paguem apenas uma tarifa – a do ônibus intermunicipal. Quando fizer a baldeação para o Expresso Cidade Tiradentes ou para outra das 24 linhas municipais de São Paulo que fazem ponto no terminal, o usuário que vem do ABCD não precisará pagar a passagem de R$ 2,30. O Corredor Expresso Tiradentes traçado da Linha Expressa utiliza a via exclusiva para ônibus que se encontrava inacabada no trecho entre o Parque D. Pedro II e a região do Sacomã, que originalmente fazia parte da infra-estrutura do sistema de transporte apelidado de Fura-Fila. Projetada em 1997 e retomada em 2001 como nova modalidade de transporte coletivo intermediário entre linhas de ônibus e metrô, a obra havia sido abandonada. Na época, segundo a Prefeitura de São Paulo, o projeto apresentou problemas de natureza construtiva, ambiental e urbanística que culminaram no seu abandono, restando somente o esqueleto da linha expressa na Avenida do Estado. A atual administração municipal ampliou o trajeto de 8 para 32 quilômetros, levando-o até Cidade Tiradentes e já aplicou R$ 220 milhões no corredor. A estimativa de investimento até o término, previsto para o fi nal de 2008, é de mais R$ 400 milhões. No total, considerando os investimentos desde o início, em 97, a obra deve consumir R$ 1 bilhão. Do Parque D. Pedro a Sacomã em 20 minutos A LENC atuou nas obras do Corredor Expresso Tiradentes desde fevereiro de 2003 até jan/07, executando serviços de supervisão e fiscalização das obras e serviços de construção. O engenheiro Rubens Augusto Shiguihara afirma que desde o início do contrato em Consórcio liderado pela LENC tem papel relevante na execução da obra, pois atua diretamente no planejamento, supervisão e controle de qualidade das várias etapas do projeto com uma equipe de campo de 35 pessoas. Um dos serviços desenvolvidos pela equipe do Consórcio é o de Supervisão de Obras, realizada pelos engenheiros de campo e técnicos de obra. A supervisão consiste no acompanhamento e liberação dos serviços objetivando a verificação da conformidade com os projetos, normas e especificações complementares, sendo tais atividades registradas no Diário de Obra. Outra atividade é o Controle Tecnológico e Qualidade, realizado pelos laboratoristas e técnicos de laboratório que fazem a verificação de todas as etapas de recebimento e aplicação dos diversos materiais na obra, incluindo controle e inspeção, ensaios de campo e do laboratório central, mediante o emprego dos procedimentos da obra e normas brasileiras da ABNT e PMSP. A equipe também realiza o Controle Topográfico exercido pelos topógrafos e auxiliares de topografia que efetuam os trabalhos de verificação, liberação e controle geométrico e topográfi co dos serviços. O auxiliar administrativo monta o arquivo de documentação técnica e administrativa da obra. Os serviços relativos à Medição são realizados pelos apontadores que fazem os apontamentos em campo dos serviços executados, e a elaboração dos croquis de medição e pelo técnico de medição que efetua a conferência dos croquis de medição elaborados em campo e a montagem da medição de serviços executados pelo consórcio construtor. É feita também a Inspeção das Estruturas Metálicas nas fábricas dos diversos fornecedores por meio de inspetores no local que acompanham a preparação dos componentes desde a matéria prima até a liberação para o transporte dos componentes até a obra. Toda essa equipe do Consórcio é comandada pelo coordenador geral das equipes de supervisão e fiscalização, o engenheiro Rubens Shiguihara que atua junto ao Consórcio Construtor, SPTrans, CET e Concessionárias, gerenciando os trabalhos que visam os atendimentos às condições de projeto e a qualidade da obra.

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