Meio Ambiente

Campos do Jordão: opção de passeio durante o ano todo

Gentileza NetCampos

Um dos locais onde o meio ambiente encontra-se mais bem preservado no Estado de São Paulo é a região da Serra da Mantiqueira, onde está Campos do Jordão.

A menos de 170 Km da capital paulista a montanhosa cidade mostra seu apelo turístico em todas estações do ano.

Geralmente associada ao Festival Internacional de Inverno – prestigiado evento da música clássica – a cidade serrana  mantém a tradição de ser um destino estimulado pelas baixas temperaturas e pelo glamour de luxuosas casas e restaurantes.

A badalada Vila Capivari exibe uma arquitetura européia de encher os olhos, com shoppings e lojas onde as mais novas tendências da moda são encontradas com facilidade.

Mas não é só isso que atrai os visitantes para o alto da serra.  As opções de passeio disponíveis agradam a todos os públicos. Desde clássicos museus, como o instalado no Palácio do Alto da Boa Vista, que possui obras de valores inestimáveis, até a oportunidade se sentir completamente integrado com a natureza. Este último roteiro pode ser conhecido através de um saudável passeio no Horto Florestal da cidade, uma reserva ecológica que oferece toda estrutura para receber crianças e adultos, onde a diversão é garantida nas trilhas que levam a lindas cachoeiras.

A natureza concedeu a cidade oportunidades de se apreciar espetáculos maravilhosos. O pôr-do-sol entre as montanhas é um show a parte. Assim como as belas manhãs com temperaturas agradáveis e um clima inspirador.

Durante o verão a cidade também é bastante procurada, principalmente por quem está insatisfeito com os inconvenientes das praias e do excesso de calor. Nesta estação Campos é conhecida por oferecer um “ar condicionado natural”, com leves brisas que suavizam o calor e amenizam a temperatura, que raramente ultrapassa os 25 graus centígrados.

A cada estação a cidade mostra centenas de motivos para ser visitada e leva agradáveis surpresas a seus visitantes, que se apaixonam pela estância e voltam com freqüência ao refúgio localizado no alto da serra da Mantiqueira.

Mais sobre Campos do Jordão acesse: http://www.netcampos.com

Mais informação sobre as regiões do Brasil e suas peculiaridades turísticas, acesse: http://www.guiadoturista.net

Em Campos do Jordão conheça também as Pousadas:

Campos de Provence, acesse: Pousada Campos de Provence

Campos dos Holandeses, acesse:  Pousada Campos dos Holandeses

Fotos: Cristiano Tomaz (Vila Capivari e Trilho do Bonde)

Foto: Cristiano Tomaz

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Uma viagem pela patagônia

Laura Fortes

A Patagônia Argentina além de ser um dos lugares mais belos para se conhecer é também um lugar em que se aprende com a exuberância da natureza.  Interessantissimo para quem gosta de viajar, sendo que o principal roteiro de viagem pela região consiste de três cidades especialmente imperdíveis – El Chalten, El Calafate e Ushuaia.

El Calafate fica a beira do Lago Argentino e, El Chaltén, mais próximo ao Lago Viedma. Ambas as cidades são pequenas e tranqüilas. As principais atrações são as caminhadas que levam à vistas incríveis – como o Fitz Roy e o Cerro Torre – combinando a neve das montanhas e uma vegetação desértica com lagos de águas incrivelmente azuis, de forma tão surpreendente que é impossível não se apaixonar pela paisagem.

Além de uma viagem como essas ser extremamente agradável e repleta de vistas magníficas, também nos leva a pensar mais, do ponto de vista de um turista, a relação da preservação do meio ambiente. Tanto El Calafate como El Chaltén são cidades turísticas, e tratam o turismo de forma adequada – não agressiva à natureza. Nos passeios, as pessoas se deparam com as paisagens da Patagônia Argentina – um pedaço de natureza maravilhosa, que o homem pode visitar e admirar.

As trilhas de caminhadas são bem sinalizadas, mas não deixam de ser uma trilha na natureza, com subidas e descidas um tanto quanto acentuadas em alguns trechos. Os percursos não são nada extremamente cansativos, mas alguns exigem um preparo mínimo de resistência. Através das trilhas, as pessoas podem alcançar belíssimos mirantes naturais sem invadir de forma agressiva a natureza, e acabam se apaixonando pela paisagem. Torna-se inaceitável para quem vai para um lugar assim, a idéia de exploração, ou qualquer forma de destruição por interesse pessoal. Com isso, o turismo pode ser visto de forma muito positiva. Além de sustentarem as cidades do entorno, os turistas se tornam admiradores da paisagem e desempenham o papel de fiscalizadores do lugar contra qualquer agressão.       

É muito diferente de um turismo extremamente comercial e invasivo, que prioriza o conforto do homem sem combinar com a necessidade de preservação, e invade a paisagem de forma agressiva. Nestes casos, o próprio homem que esta lá para admirar a natureza, mesmo sem querer ou até sem saber, acaba contribuindo com sua degradação.

A viagem também chama atenção para a preservação do meio não só na escala local do turismo, mas mundial, ou seja, como o desequilíbrio global ambiental afeta aquele meio. Enquanto, neste caso, o turismo local pode ser visto de forma positiva, a desatenção mundial com o meio ambiente leva a uma decepção. É o que pode se observar com a diminuição visível das geleiras argentinas. Por exemplo, o glaciar do Perito Moreno é um glaciar enorme que localizado na margem do Lago Argentino, que em certo ponto é como uma barragem natural do lago. Ele passa por todo um ritual de desmoronamento de tempos em tempos devido à água do lago que faz pressão e vai quase que “cavando” a parte inferior da geleira e chega a fazer uma passagem – como um portal entre um lado e o outro do canal, até chega uma hora que a parte de cima desmorona e tudo começa a se formar novamente.

Além do glaciar já ser maravilhoso por si só, todo esse processo de desmoronamento, e o ciclo de formação da passagem, dá ainda mais vida e movimento ao local, tornando–o ainda mais especial e fascinante. No entanto o que tem se observado no glaciar é sua diminuição cada vez mais rápida decorrente do aquecimento global. Não só dele, mas de todas as geleiras patagônicas. É muito triste se deparar com um lugar tão belo sofrendo por interesses humanos mesmo que de forma indireta.       

Ushuaia é mais uma cidade imperdível do roteiro de viagem da patagônia. A cidade fica às margens do canal de Beagle, próximo ao parque nacional da Terra do Fogo, e é também a cidade mais ao sul do mundo. É conhecida como terra do fogo por causa do fogo que os nativos faziam para se aquecerem – os Yámanas – que foram vistos pela primeira vez por Charles Darwin, em sua expedição sobre a origem das espécies. Como a cidade está na ponta do extremo sul do continente, ela recebe ventos vindos de muitas direções, e por conta disso, o clima da cidade varia muito rapidamente: em um dia ocorrem as quatro estações do ano, mudando rapidamente de um calor ensolarado para um clima frio e chuvoso.   

A partir de Ushuaia também pode-se aproximar de barco de pingüineras – onde pingüins habitam e se reproduzem. O barco se aproxima do local sempre mantendo uma distância mínima, e ninguém pode descer, respeitando assim, o espaço dos pingüins. Estes que já sentem as diferenças climáticas.

Uma viagem como essas, por exemplo, leva as pessoas a terem um contato e uma noção mais real do lugar. A paisagem deixa de ser uma simples imagem bonita e ganha toda uma espacialidade e importância. A possibilidade de vivenciar o lugar, desperta uma real consciência da necessidade de preservação, não só daquele meio, mas do meio ambiente como um todo.

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Projetos que valorizam a vida

Projetos que valorizam a vida

pranchetaA aplicação de conceitos de humanização em projetos de arquitetura, engenharia e design de interiores sempre permeou a criação dos profissionais dessas áreas, mas ganhou importância fundamental a partir do momento em que qualidade de vida passou a ser tema valorizado, sobretudo nos grandes centros urbanos. A repercussão das condições ambientais na sensação de bem-estar do usuário do ambiente, seja este de trabalho, de compras, lazer, moradia ou outros espaços, é hoje fator incontestável e determinante. O conforto ambiental gera satisfação ao usuário e, conseqüentemente, propicia melhorias na qualidade de vida, sobretudo se este usuário vivenciar várias horas de seu dia em um determinado ambiente. Luz, cores, ergonomia, paisagismo, temperatura, acústica e circulação são componentes essenciais considerados na concepção de um projeto que visa humanizar o ambiente e torná-lo propício à convivência harmoniosa e produtiva. Nesta concepção, o projeto carregará em seu cerne valores sociais que recheiam os aspectos estéticos com a possibilidade da convivência e do prazer em se estar em um determinado espaço. Desta forma, um projeto de arquitetura, engenharia ou design leva em conta a estética, produto de uma cultura e elemento fundamental ao prazer, e incorpora componentes advindos de outras áreas do conhecimento como a psicologia, a sociologia, fisiologia e, até mesmo, as técnicas de gestão de empresas (quando se trata de projetos de áreas comerciais). Esse composto empregado na concepção de projetos considera o indivíduo e sua dimensão humana como prerrogativas para um ambiente personalizado e adaptado à finalidade do mesmo. Assim, a moradia, o trabalho e o lazer se dão em um espaço onde o indivíduo tenha prazer em estar. Contudo, sabemos que as condições sócio-econômicas da população brasileira não permitem a aplicação desses conceitos, especialmente na moradia, à qual milhões de famílias não têm nem mesmo acesso. Cabe, então, às empresas, humanizar seus ambientes, proporcionando aos seus colaboradores conforto e contribuições à qualidade de vida. Para isso, o projeto arquitetônico e o design de interior devem contemplar, ao máximo, os elementos que tornam o ambiente confortável e adequado. As empresas, cientes da importância do bem estar no trabalho, criam, até mesmo, espaços para outras atividades que propiciem alternativas para a qualidade de vida de seus funcionários. Academias de ginástica, espaços para prática de thai chi chuan, ioga ou meditação, salas de relaxamento e massagem permitem que os colaboradores cuidem da saúde, evitem o estresse e se refaçam para continuar enfrentando as batalhas diárias do mercado profissional que está cada vez mais competitivo. As facilidades e a tranqüilidade proporcionadas por ambientes adequados às necessidades do ser humano contribuem, de maneira decisiva, para a boa produtividade empresarial e para a saúde física, mental e emocional dos indivíduos. Afinal, projetos de engenharia, arquitetura e design inadequados transformam o local em um espaço de onde se quer sair o mais rápido possível. Sensação oposta é produzida por ambientes agradáveis. Conforto acústico e térmico, boa iluminação, funcionalidade, mobiliários e cores fazem do projeto um estudo focado no ser humano, no qual a valorização da vida e do convívio humano são as prioridades máximas.

Amália Faleiros Engenheira civil e designer de interiores

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“Nas mãos da população”- com Ricardo Serra

“Nas mãos da população”- com Ricardo Serra

O orçamento participativo é um instrumento no qual os cidadãos decidem quais serão os investimentos municipais, além de permitir o controle da sociedade sobre os gastos públicos orcamento-participativoOrçamento participativo é uma expressão que passou a fazer parte do vocabulário público brasileiro a partir do final dos anos de 1980. Trata-se de um mecanismo de gestão do orçamento municipal utilizado para viabilizar a participação da população na decisão dos investimentos feitos pelas prefeituras. Inicialmente foi implantado em Porto Alegre (RS) em 1989 e se disseminou por várias cidades do Brasil e do mundo como Sevilha (Espanha), Saint-Denis (França) e capitais como São Paulo, Recife, Belém, Buenos Aires (Argentina), além de inúmeras cidades interioranas. No Brasil, o OP tem sido um dos principais instrumentos de gestão de governos do Partido dos Trabalhadores e em 2005 foi adotado em Fortaleza, onde uma equipe técnica especializada viabiliza, através do Orçamento Participativo, a participação dos cidadãos nos processos de decisão sobre os recursos públicos municipais. Subcoordenador do OP da capital cearense, Ricardo Serra é um especialista em Orçamento Participativo com apresentações nos mais importantes congressos e conferências internacionais sobre democracia participativa como o Fórum Social Mundial de Porto Alegre e de Caracas. Graduado em Relações Internacionais pela PUC-SP, mestrando em Ciências Sociais, Serra atuou também na coordenadoria do OP da prefeitura de São Paulo, na gestão de Marta Suplicy, desenvolvendo o Orçamento Criança, realizado em todas as escolas municipais da capital paulista. LENC: O que é orçamento participativo e como esse processo beneficia população? Ricardo Serra: O orçamento participativo é um instrumento de gestão municipal que permite à população a participação direta nas decisões sobre como e onde serão investidos os recursos públicos. O objetivo é construir alternativas às políticas neoliberais, ampliando os espaços de participação popular para expandir a democracia representativa. É um modelo que rompe com a tradição de apenas os governantes –  seja em nível executivo ou legislativo – tomarem decisões que nem sempre atendem aos interesses da população. Com o OP, os cidadãos se beneficiam, pois escolhem os representantes de cada bairro e de cada segmento social que irão decidir as obras e projetos prioritários a serem realizados pela gestão municipal. LENC:  Essa influência direta na administração pública modifica a relação que os cidadãos têm com a política? Ricardo Serra: Certamente. O OP também é espaço de conscientização para a cidadania, onde a população pode organizar sua vida em sociedade enquanto protagonista e não apenas como expectador de um processo alheio à sua decisão. Com isso, promove-se uma modificação nas relações políticas e sociais da cidade. A participação do cidadão nas decisões da administração pública vem demonstrando ter um papel fundamental no desenvolvimento do aprendizado coletivo sobre problemas que envolvem a cidade. Mas, para qualificar a participação, possibilitar o acesso às informações sobre o funcionamento da máquina pública e fortalecer o poder popular é necessário uma política permanente de formação dos participantes. LENC: Como acontece o estímulo à participação e essa formação dos participantes? Ricardo Serra:  Ampliando-se o número de assembléias realizadas com a população, aproximando o OP de cada bairro da cidade e possibilitando espaços de participação a um maior número de participantes. Outro desafio fundamental é incentivar a participação dos setores socialmente excluídos, reconhecendo a diversidade social e ressaltando os potenciais de inclusão social do OP. Também é fundamental atuar com total transparência demonstrando ética e respeito durante toda a gestão. LENC: A população participante tem acesso ou controle sobre os investimentos feitos pelo governante? Ricardo Serra: Criar ferramentas de controle social sobre a execução orçamentária é fundamental para democratizar o acesso às informações sobre a gestão e garantir o acompanhamento e fiscalização dos participantes sobre as ações da poder público. Nesse sentido, é muito importante que o OP facilite o acesso às informações sobre a execução orçamentária e instrumentalize os participantes para que eles possam exercer plenamente o controle sobre os gastos públicos, contribuindo com uma maior transparência nas ações do governo municipal. LENC: Como está o andamento do orçamento participativo em Fortaleza? Ricardo Serra: O OP foi implantado em Fortaleza em 2005 e o primeiro passo foi abrir a participação da população na construção do Plano Plurianual Participativo para o período 2006-2009. A incorporação das deliberações populares no planejamento municipal contempla praticamente todas as áreas de investimento da Prefeitura, como assistência social, cultura, educação, esporte e lazer, habitação, entre outras.  No ciclo preparatório foram apresentadas informações sobre o orçamento público – utilizando também teatro de rua e cartilhas – e a metodologia de organização do OP 2005. É importante destacar a prioridade dada pelo OP à participação de segmentos sociais historicamente discriminados como crianças e adolescentes, mulheres, idosos, população negra, GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros) e pessoas portadoras de deficiência. Em linhas gerais, o primeiro ano do OP de Fortaleza contou com a participação de mais de 8 mil pessoas, nas 35 assembléias realizadas em todas as regiões da cidade. Foram apresentadas 595 propostas de obras e serviços que discutiram todas as áreas de investimento da Prefeitura Municipal. As demandas de obras e serviços aprovadas no Conselho do OP estão organizadas e publicadas no Plano de Obras e Serviços do OP 2006. Esse importante documento de apresentação dos resultados e de compartilhamento de informações contribui para a fiscalização e acompanhamento da execução orçamentária, dando mais transparência à gestão pública e impulsionando o controle social. Por último, mas não menos importante, 2006 é o ano de implantação do OP Criança. O desafio é criar espaços de participação infanto-juvenil na gestão das políticas públicas municipais, garantindo o exercício da cidadania pelas crianças e adolescentes.

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Implantação de Oleoduto com qualidade ambiental

Implantação de Oleoduto com qualidade ambiental

Implantacao_oleodutoA LENC – Engenharia e Consultoria está atuando, via contrato de Gestão Ambiental com a Petrobrás, na obra de manutenção de um trecho do oleoduto OSBAT 24”, que liga o Terminal Aquaviário de São Sebastião a Cubatão (SP). O projeto é decorrente de uma sistemática inovadora de Gestão Ambiental que contempla os mais modernos instrumentos de gestão, tais como: monitoramento, avaliação de impactos e avaliação de desempenho ambientais. O respeito ao meio ambiente tem sido, cada vez mais motivo de preocupação entre os diversos setores da sociedade mundial. Após a divulgação do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima (IPCC), tem crescido, na iniciativa pública e privada, a busca por instrumentos que permitam um profundo processo de Gestão Ambiental de Obras. Esse é o foco do inovador trabalho de Gestão Ambiental da obra de manutenção do OSBAT 24’’, que vem sendo realizado através da parceria entre a Petrobras/Transpetro e a LENC, com resultados apresentados na reunião mensal das empresas contratadas, no dia 29 de agosto, em São Bernardo do Campo – SP. A obra que está sendo executada é uma substituição de um trecho do oleoduto, em operação desde 1968, e atende às exigências técnicas e de segurança ambiental atualmente exigidas. O OSBAT 24” é um duto operado pela Petrobrás e composto por duas linhas, sendo uma entre São Sebastião e Guaratuba com 70,5 quilômetros de extensão, e outra entre Guaratuba e a Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, com 50,5 quilômetros. O trecho que está sendo substituído fica entre São Sebastião e o bairro do Camburi, com 26 quilômetros de extensão. É o segundo trecho do oleoduto que está sendo modernizado, mas há estudos para substituí-lo, integralmente até Cubatão. Resultado do compromisso da Petrobras/Transpetro com a preservação ambiental e a capacidade técnica da LENC Engenharia, o trabalho, que está sendo desenvolvido desde janeiro de 2007, tem como foco o monitoramento ambiental da efetiva implementação do Plano de Gestão Ambiental e dos planos e programas complementares estabelecidos: na Licença Ambiental de Instalação, aqueles definidos pela Petrobras/Transpetro e pela equipe da LENC, além dos voluntários estabelecidos pelo Consórcio OSBAT II. Na execução do Plano de Gestão, os impactos gerados e aqueles que poderão ocorrer em decorrência da obra, são avaliados com critérios pré-defi nidos e, quando necessário, são adotadas novas ações para controle dos mesmos. Executada essa etapa, é efetuada a Avaliação do Desempenho Ambiental do empreendimento, de acordo com a NBR ISO 14031, com atribuições de conceitos de desempenho. Diariamente, uma equipe técnica multidisciplinar, realiza o levantamento de um conjunto de dados e informações, que possibilitam o acompanhamento comparativo do desempenho ambiental da obra ao longo dos meses, de acordo com os critérios e indicadores definidos, como resumiu na reunião em São Bernardo do Campo, a responsável técnica da LENC no projeto, a geóloga doutora Célia Maria Garibaldi. Na mesma reunião, finalizando a apresentação, o coordenador de QSMS do IETEG/IETR/CMSPCO da Petrobras, Sidney Luiz, destacou que “através dessa ferramenta é possível acompanhar o desempenho ambiental em cada etapa da obra e considerar o empreendimento encerrado somente quando os indicadores apontarem níveis adequados de qualidade ambiental”. Petrobrás exige qualificação técnica de alto nível Segundo o engenheiro Paulo Roberto Miranda Serra, responsável na LENC pelo contrato de Gestão Ambiental do oleoduto, “a excelência das atividades de gestão e a competência técnica exigidas pela Petrobrás em contrato os parceiros a realizar uma atuação de alto nível”. A área de Meio Ambiente e Geotecnia é uma das sete frentes de atuação da LENC. Nessa área, a empresa executa projetos de análise de impacto ambiental, investigação e sondagem, e programas de gestão ambiental, incluindo investigações geológico-geotécnicas, instrumentação e ensaios em laboratório e no campo, licenciamento e avaliação de impacto ambiental, supervisão e auditoria ambiental, avaliação de desempenho e recuperação de áreas degradadas, investigação e gestão de passivos ambientais, ensaios específicos desenvolvidos para estudo de solos tropicais. Para atuar no contrato com a Petrobrás/Transpetro, a equipe de especialistas da LENC aprofundou-se no estudo completo do plano de gestão ambiental da obra, elaborado pela empreendedora Petrobrás, e nos projetos, estudos e legislação ambientais que subsidiam as informações técnicas e administrativas solicitadas. Os resultados que vêm sendo alcançados pela implementação do projeto, frutos do empenho conjunto da Petrobrás, LENC e empresas do Consórcio OSBAT II, estão construindo essa experiência que servirá como referência para as realização de obras que respeitam o meio ambiente e as gerações futuras.

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