Engenharia de Tráfego

Um Modelo para Análise da Compatibilidade de Tráfego entre um Caminhão ou uma Combinação de Veículos de Carga e um Trecho de Rodovia

 

Dissertação de Mestrado

Autor: Leandro Pugliesi de Souza

 Resumo:

Esta pesquisa avalia a aplicabilidade de modelos matemáticos para analisar a compatibilidade de tráfego de caminhões e combinações de veículos de carga com trechos de rodovias. Os modelos avaliados permitiram a elaboração de um simulador de tráfego de veículos rodoviários de carga em trechos de rodovias, permitindo determinar o perfil de velocidades com base nas características mecânicas do veículo e o perfil da rodovia. O método permite ainda obter os valores de aceleração, potência utilizada, e consumo de combustível. Os resultados obtidos mostraram-se consistentes com observações de campo e recomendações de manuais de projeto de rodovias. Outros fatores associados à compatibilidade entre veículos e rodovias, como capacidade de frenagem motora, capacidade de frenagem de emergência, requisitos de sobrelargura, estabilidade veicular, influência do comportamento do condutor sobre as simulações, consumo de combustíveis e emissões de poluentes são discutidos. Conclui-se que o simulador tem utilidade tanto como ferramenta de análise da compatibilidade de tráfego de veículos de carga em trechos de rodovias, como para identificar deficiências de projeto geométrico de rodovias para autorizar o tráfego de determinadas configurações veiculares.

 

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UM MODELO PARA  ANÁLISE DA COMPATIBILIDADE DE TRÁFEGO ENTRE UM CAMINHÃO OU UMA COMBINAÇÃO DE VEÍCULOS DE CARGA E UM TRECHO DE RODOVIA

 

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Formulação de um Indicador e Acessibilidade das Calçadas e Travessias

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA URBANA

 SÃO CARLOS – BRASIL – 2007

 FORMULAÇÃO DE UM INDICADOR DE ACESSIBILIDADE DAS CALÇADAS E TRAVESSIAS

Celso Luiz Guimarães Keppe Junior

Resumo

O presente trabalho visa definir uma forma fácil e prática de se avaliar o nível de serviço dos espaços públicos destinados às pessoas com deficiência física (calçadas e travessias de ruas) através da determinação de um índice que considere os parâmetros de maior importância sob o ponto de vista dos usuários de cadeira de rodas.

O índice é definido através da identificação e a ordenação de variáveis de caracterização física e ambiental das calçadas relacionadas aos aspectos de qualidade de conforto, segurança e condições do ambiente. A ponderação das variáveis de caracterização física e ambiental das calçadas (grau de importância) é realizada através de análise da percepção dos usuários de cadeira de rodas, definindo-se, desta forma o IACT – Índice de Acessibilidade das Calçadas e Travessias, e verificando sua funcionalidade através de auditoria realizada com auxílio também de usuários de cadeira de rodas selecionados para realizar testes em dois locais da cidade de São Carlos.

Através desta ferramenta de avaliação, os órgãos de gestão viária podem avaliar a qualidade dos espaços públicos em uma rota total ou em trechos específicos dos deslocamentos imprescindíveis para a real participação da pessoa com dificuldade de locomoção na sociedade.

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Expresso Tiradentes atende 40 mil usuários por dia

Expresso Tiradentes atende 40 mil usuários por dia

Expresso_TiradentesO transporte coletivo urbano em metrópoles como São Paulo é um dos maiores desafios enfrentados pela gestão pública e um dos graves problemas sofridos pela população, especialmente a de baixa renda, que reside a quilômetros de distância do centro urbano, nos extremos da cidade. Soluções que conciliem rapidez, conforto, adequação urbanística, preservação ambiental e baixo custo, são pesquisadas por engenheiros, especialistas e gestores para garantir melhor qualidade de vida, acesso pleno ao espaço urbano e condições de desenvolvimento econômico. Esses são os objetivos imediatos da obra Expresso Tiradentes, um corredor exclusivo de transporte coletivo que vai ligar o centro de São Paulo à Cidade Tiradentes, no extremo leste da cidade. Trata-se de uma das maiores obras de infra-estrutura urbana da capital e vai atender 1,5 milhão de habitantes daquela região paulistana, quando estiver concluído no final de 2008. O primeiro trecho inaugurado em 8 de março, ligando os terminais Sacomã, na zona sul e Mercado, na região central, atendeu, somente nos quatro primeiros dias de operação, 154 mil pessoas. Nessa fase, entraram em operação os trechos 1 e 2 do Expresso Tiradentes, o Terminal Mercado Municipal, Estação de Transferência Metro Pedro II, Estação Ana Néri, Estação Clube Atlético Ypiranga, Estação da Rua do Grito e Terminal Sacomã. Quando estiver concluída, essa via expressa e exclusiva para transporte coletivo terá 32 quilômetros de extensão e deverá atender diariamente 350 mil usuários. O Expresso Tiradentes tem uma concepção moderna de transporte coletivo urbano em grandes metrópoles. Com acessibilidade total através de rampas, elevadores, escadas rolantes e travessias exclusivas para pedestres, as operações também serão monitoradas à distância com equipamentos GPS. O projeto permite trânsito livre aos 25 ônibus que trafegarão na via, o que possibilita maior velocidade, garantida também por faixas de ultrapassagem nos pontos de parada. Com isso, o tempo de viagem entre Cidade Tiradentes e o Parque D. Pedro, que hoje é de 2 horas e meia, deve ser reduzido para 60 minutos. Sistema integrado de ônibus, metrô e trens da CPTM Além do ganho de tempo, a via exclusiva garante maior regularidade e conforto nas viagens. Com cinco terminais e três estações de transferência, além de possibilidades de interligação com linhas do metrô e de trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), o Expresso atende usuários da região Leste, em especial de áreas mais distantes como Cidade Tiradentes, Iguatemi, São Rafael, São Mateus e conjuntos habitacionais populosos. Planejado para ser uma ligação direta entre o Parque D. Pedro II, o Sacomã e Cidade Tiradentes, o corredor flexibiliza o fluxo de transportes da zona leste, atualmente todo concentrado na avenida Radial Leste. A linha expressa vai se integrar ao metrô linha vermelha na Estação Pedro II, à linha verde nas estações Sacomã e Vila Prudente e, com os trens ,na estação Ipiranga. Chegará, também, ao corredor intermunicipal metropolitano que liga São Mateus ao distrito do Jabaquara, na Zona Sul, cortando quatro municípios vizinhos à Capital. Outra vantagem é a conexão com o Corredor Paes de Barros – trajeto alternativo para o Centro, servindo à região da Mooca. Com o Expresso, os moradores da Zona Leste e, no outro extremo, do ABCD terão muito mais flexibilidade e alternativa para os seus deslocamentos. As modificações para os usuários da região do ABCD começaram desde a inauguração do primeiro trecho. A 14 Lenc tecnologia e qualidade SPTrans e Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) modifi caram itinerários para aumentar a oferta de linhas de quem sai do ABCD para vir à capital de ônibus, e vice-versa. Vinte e nove linhas de ônibus que têm origem nos municípios daquela região da Grande São Paulo passaram a ter seus pontos fi nais no Terminal Sacomã, por onde passa o Expresso Cidade Tiradentes. A integração permite que os passageiros paguem apenas uma tarifa – a do ônibus intermunicipal. Quando fizer a baldeação para o Expresso Cidade Tiradentes ou para outra das 24 linhas municipais de São Paulo que fazem ponto no terminal, o usuário que vem do ABCD não precisará pagar a passagem de R$ 2,30. O Corredor Expresso Tiradentes traçado da Linha Expressa utiliza a via exclusiva para ônibus que se encontrava inacabada no trecho entre o Parque D. Pedro II e a região do Sacomã, que originalmente fazia parte da infra-estrutura do sistema de transporte apelidado de Fura-Fila. Projetada em 1997 e retomada em 2001 como nova modalidade de transporte coletivo intermediário entre linhas de ônibus e metrô, a obra havia sido abandonada. Na época, segundo a Prefeitura de São Paulo, o projeto apresentou problemas de natureza construtiva, ambiental e urbanística que culminaram no seu abandono, restando somente o esqueleto da linha expressa na Avenida do Estado. A atual administração municipal ampliou o trajeto de 8 para 32 quilômetros, levando-o até Cidade Tiradentes e já aplicou R$ 220 milhões no corredor. A estimativa de investimento até o término, previsto para o fi nal de 2008, é de mais R$ 400 milhões. No total, considerando os investimentos desde o início, em 97, a obra deve consumir R$ 1 bilhão. Do Parque D. Pedro a Sacomã em 20 minutos A LENC atuou nas obras do Corredor Expresso Tiradentes desde fevereiro de 2003 até jan/07, executando serviços de supervisão e fiscalização das obras e serviços de construção. O engenheiro Rubens Augusto Shiguihara afirma que desde o início do contrato em Consórcio liderado pela LENC tem papel relevante na execução da obra, pois atua diretamente no planejamento, supervisão e controle de qualidade das várias etapas do projeto com uma equipe de campo de 35 pessoas. Um dos serviços desenvolvidos pela equipe do Consórcio é o de Supervisão de Obras, realizada pelos engenheiros de campo e técnicos de obra. A supervisão consiste no acompanhamento e liberação dos serviços objetivando a verificação da conformidade com os projetos, normas e especificações complementares, sendo tais atividades registradas no Diário de Obra. Outra atividade é o Controle Tecnológico e Qualidade, realizado pelos laboratoristas e técnicos de laboratório que fazem a verificação de todas as etapas de recebimento e aplicação dos diversos materiais na obra, incluindo controle e inspeção, ensaios de campo e do laboratório central, mediante o emprego dos procedimentos da obra e normas brasileiras da ABNT e PMSP. A equipe também realiza o Controle Topográfico exercido pelos topógrafos e auxiliares de topografia que efetuam os trabalhos de verificação, liberação e controle geométrico e topográfi co dos serviços. O auxiliar administrativo monta o arquivo de documentação técnica e administrativa da obra. Os serviços relativos à Medição são realizados pelos apontadores que fazem os apontamentos em campo dos serviços executados, e a elaboração dos croquis de medição e pelo técnico de medição que efetua a conferência dos croquis de medição elaborados em campo e a montagem da medição de serviços executados pelo consórcio construtor. É feita também a Inspeção das Estruturas Metálicas nas fábricas dos diversos fornecedores por meio de inspetores no local que acompanham a preparação dos componentes desde a matéria prima até a liberação para o transporte dos componentes até a obra. Toda essa equipe do Consórcio é comandada pelo coordenador geral das equipes de supervisão e fiscalização, o engenheiro Rubens Shiguihara que atua junto ao Consórcio Construtor, SPTrans, CET e Concessionárias, gerenciando os trabalhos que visam os atendimentos às condições de projeto e a qualidade da obra.

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